Match Day: a experiência no Business Lounge da Arena Corinthians

Por #Blog Teoria dos Jogos

Públicado em 3 de novembro

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Conforme anunciado há alguns dias, o Blog Teoria dos Jogos inaugurou domingo sua série de análises das experiências prime nos estádios paulistanos. A escolhida foi a Arena Corinthians, a convite da própria (a quem muito agradecemos), durante a partida Corinthians x Flamengo. Nossa presença se deu no Business Lounge e em seus camarotes corporativos, mas a empreitada começou muito antes.

Embora a informação esteja presente nas redes sociais, quase ninguém sabe: este blogueiro reside na cidade de São Paulo. Conhecimento que facilita na escolha de opções além das composições da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). A propósito, caso esta tivesse sido utilizada, não haveria qualquer reclamação além dos normalíssimos vagões lotados numa tarde de público recorde.

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Trens, ônibus e metrô chegam até o estádio de Itaquera suprindo de maneira bastante satisfatória a demanda dos torcedores. A estação intermodal é grande e acoplada a um shopping center com todos os estabelecimentos que se necessita. Há desde opções de alimentação criativas (como o quiosque que ofereceu cachorro quente nas cores dos países durante a Copa) até um pujante e popularesco comércio de bebidas, espetinhos e produtos pirata na saída da estação Corinthians-Itaquera.

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Nossa escolha foi chegar de carro, algo que aparentava desafiador. Primeiro pela enorme distância das zonas sul e oeste a um estádio localizado quase no extremo leste da capital. Segundo, pelo excesso de afunilamentos da Radial Leste: uma das principais vias arteriais de São Paulo se transforma depois do bairro do Tatuapé. As pouquíssimas faixas de rolamento e o trânsito engarrafado presumem um verdadeiro tormento em partidas durante a semana. Por fim, pelo preço dos estacionamentos no entorno: entre R$ 40 e R$ 60.

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Eis que, após muito frio nos “alpes” de Itaquera,  e de longa caminhada num percurso que parecia mais curto, chegamos à imponente Arena Corinthians.

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Como tudo que envolve o clube, o formato do estádio já é razão pra inúmeras controvérsias. Desde “caixa de sapato” até “impressora”, só existe espaço para elogios ao seu visual em meio à própria torcida corintiana. Seara delicada, já que preferências são absolutamente pessoais e enviesadas ao sabor do clubismo. Particularmente, acho melhores estádios com arquibancada “fechada”. Mas num país de arenas pasteurizadas e poucas inovações arquitetônicas, a Arena Corinthians surge, sim, como um sopro de diferenciação. Elevado a inúmeras potências pelo primor de seus materiais, como veremos adiante.

Independente do bom funcionamento da logística de transportes, o fato é que a má localização da Arena Corinthians passa longe de fomentar negócios. Ao contrário de outras arenas que podem explorar comercialmente seu entorno (como no caso do Beira Rio), os anexos na parte exterior são apenas a ouvidoria e o balcão de informações para associados (vazios, para um clube com mais de 100 mil sócios-torcedores). Há também uma mega loja “Poderoso Timão” até hoje não inaugurada, mesmo na iminência da conquista do sexto título nacional.

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Chegando ao hall que direciona aos camarotes, um baque. Nenhuma arena no Brasil sequer se aproxima da suntuosidade da Arena Corinthians. O requinte dos mármores dispostos até onde se enxerga compõe um visual extraordinário com o campo aberto do vão central, as escadas rolantes e o monumental (e gigantesco) escudo prateado, verdadeiro ponto de peregrinação local.

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Finalmente o Business Lounge, um confortável espaço com mesas, cadeiras, sofás e até um DJ. O bufê, da melhor qualidade, incluía alimentação completa (bebidas, prato principal e sobremesas). Nos banheiros, projetores divulgavam a agência de turismo oficial nos espelhos, numa jogada moderna e diferenciada. A partida também era projetada ao vivo, em contraste com a falta de televisores na parte interna do espaço.

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Acessando a arquibancada, assentos confortáveis e um excelente visual – embora não tão próximos do campo. Curiosamente, percebeu-se uma mudança no comportamento padrão da torcida corintiana, aflita e um tanto calada ao longo da maior parte do jogo. Talvez pela tensão do reencontro com o antigo ídolo Guerrero,  elas apenas reagiram aos acontecimentos, liberando cânticos pela vitória após os 45 minutos do segundo tempo.

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Depois do jogo, uma visita aos camarotes corporativos, que aliam o mesmo padrão de excelência com uma experiência um pouco mais exclusiva. Neste espaço, as cadeiras são verdadeiras poltronas e o jogo pode ser assistido de dentro do lounge, benefício que nem todos os estádios pensaram (p.ex: Maracanã) .

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Ao final, os vidros curvos da arena reluziam em agradecimento à presença dos 43.505 pagantes.

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Se soa pretensiosa a afirmação de que a Arena Corinthians seria a melhor do Brasil, a visita à sua área nobre rompe paradigmas no tocante à série de análises que o Blog Teoria dos Jogos vem realizando. No intuito de comparar apenas setores equivalentes, planejamos passagens pelos camarotes do Allianz Parque e do Morumbi, sem fugir do veredito de qual é o melhor. Outras arenas, bem como suas estruturas convencionais, voltarão à cena em breve. Fiquem de olho!

Um grande abraço e saudações!

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Conteúdo original em: http://www.blogteoriadosjogos.com/2015/10/27/match-day-a-experiencia-no-business-lounge-da-arena-corinthians/

Título: Blog Teoria dos Jogos
Categoria: Blog
Editoria: Esportes
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