PMDB deixa o governo Dilma e acaba com aliança do PT

Por Top Blog

Públicado em 30 de março

PMDB deixa o governo Dilma e acaba com aliança do PT - Dilma e Temer ©Pedro Ladeira/Folhapress

O bom relacionamento entre o PT e o PMDB, que começou no primeiro mandato de Lula, mas não foram só altos durante o período de 2003 a 2010, mas o compromisso se repetiu com o Governo Dilma em 2011, sendo que até conseguiram emplacar Michel Temer como vice no segundo mandato. As cartas cheias de mágoas que se tornaram públicas e as tentativas de criar partidos para enfraquecer aquele que deveria ser o principal parceiro político foram dicas do que ocorreria mais tarde, nessa terça, quando a parceria chegou ao fim.

Há também uma falta de harmonia dentro do próprio partido do PMDB, mas a maioria, 70% a 80% do partido, já se considera fora da aliança. Já os grupos dos sete ministros que o PMDB mantém atualmente na Esplanada dos Ministérios defende que deveria ser dado mais tempo para tomar essa decisão, já que é algo que não pode ser feito de um dia para o outro. Tudo o que ministros como Eduardo Braga, de Minas e Energia, e Kátia Abreu, da Agricultura, conseguiram foi mais alguns dias (até dia 12 de abril), após o rompimento, para deixar seus cargos. Nessa segunda-feira, Michel Temer buscou peemedebistas residentes para garantir alguma unidade na decisão de debandada.

Manter o partido dividido é o foco da presidente, ela recebeu no Palácio da Alvorada seis ou sete peemedebistas que estavam no comando de ministérios, inclusive o ex-presidente Lula, que permanece numa situação indefinida depois da “posse” da Casa Civil, entrou no jogo, segundo informações do site El Paiz Brasil.

Lula ainda aposta em um acordo com os peemedebistas, sem um apoio direto do partido em si, ainda anunciou, durante entrevista a jornalistas estrangeiros, que viria para Brasília para tratar dessas questões. O problema para ele é: a decisão foi tomada tarde demais, pelo menos 16 dos 27 diretórios já estão decididos a romper com o Governo petista.

O único filiado do PMDB que provavelmente restará, será o vice-presidente Temer, já que sua saída exigiria uma renúncia ao cargo, o que é difícil de imaginar no atual cenário político brasileiro, já que ele pode virar presidente se o processo de impeachment de Dilma for para frente.

Se confirmada todas as defecções de outros partidos, Dilma só poderá contar com o apoio total de três grandes partidos na batalha contra o impeachment: PT, PCdoB e PDT. Porém, mesmo os peemedebistas que defendem a saída do Governo relutam em apoiar votos pelo impedimento da presidente, que mostra que apesar deles estarem deixando a aliança, ainda não apoiam sepultar o Governo Dilma.

O PMDB procura uma saída tranquila, sem muitos alardes e não querem levar o título de golpistas, porém, já são conhecidos por abandonar o governo quando ele ameaça cair, isso desde o Governo Collor, o que de fato não é muito bom para um partido que provavelmente terá seu candidato próprio em 2018.

 

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