O maior crime cometido contra a natureza do Brasil

Por Top Blog

Públicado em 29 de março

Rio Doce assassinado

Estudo feito na região do Rio Doce calcula que a contaminação é 140 vezes maior que o limite

É o que aponta o primeiro laudo produzido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) sobre pescados e mariscos da região. A contaminação por metais de alguns peixes do Rio Doce ultrapassa os limites permitidos por legislação em até 140 vezes. Este, por exemplo, é o nível de arsênio encontrado no peixe roncador, quando o máximo tolerado seria 1.

O laudo faz parte de um conjunto de estudos que vem sendo desenvolvidos no Rio Doce  após o desastre ambiental causado pelo rompimento de uma barragem da Samarco, na cidade mineira de Mariana. O documento foi apresentado à direção de vários órgãos públicos – como Iema, Tamar, Ibama e o próprio ICMBio – e a pesquisadores em seminário realizado entre os dias 15 e 16 de março, porém ainda não foi divulgado à população por nenhum deles.

Ele também diz que a contaminação atingiu as unidades de conservação e de preservação ambiental no entorno da região: o Arquipélago de Abrolhos, a Costa das Algas e o Refúgio de Vida Silvestre de Santa Cruz. A conclusão do relatório comprova o que antes era apenas especulação: “ Há contaminação da água com metais acima dos limites permitidos pela Resolução 357, do Conama” e que ainda “ Há contaminação dos pescados (peixes e camarões) acima dos limites permitidos pela Resolução 42, da Anvisa.

Também é complicada a situação da água na região. Os resultados apontam contaminação por chumboquase 10 vezes superior ao limite do Conama (que é de 10). Foi superado também em 9 vezes o nível de cobre dissolvido (que é 5) e duas vezes o de cádmio total (5).

Segundo João Carlos Thomé, o Joca, coordenador do Tamar e representante do ICMBio junto às universidades e demais órgãos, o estudo a que A Gazeta teve acesso foi desenvolvido pelo professor Adalto Bianchini, da Universidade Federal do Rio Grande (UFRG).É uma prévia, diz Thomé, de um relatório que trará mais detalhes sobre a situação. “O Bianchini possui o melhor laboratório de ecotoxicologia do país e ficou encarregado de analisar a situação dos pescados e mariscos da região”, explicou.

Por Marina Xavier

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