Por que a DC tem que aprender com a Marvel… e a Marvel com a DC

Por #Soul Geek

Públicado em 21 de março

Foto divulgação: Batman v Superman

Nessa semana que antecede o lançamento do aguardado Batman vs Super-Homem (sim, Super-Homem, sou muito das antigas para chamar de Superman) ou BvS, muito se fala sobre como esse filme não será “alegre” o bastante, ou “heroico” o bastante. Confesso que eu próprio tenho as minhas ressalvas e dúvidas e já escrevi muita bobagem sobre esse tema, mas o queremos nesse post é tentar entender, por quê há tanta preocupação ao redor disso e quanto de sensatez e bobagem existe nessa discussão.

Se por um lado é muito bom viver em uma época com tantos filme de gibi (sim, gibi, quadrinho é nome para os não-íntimos), não podemos esquecer que tudo que é bom quando abusado e levado ao limite acaba colapsando sobre seu próprio peso. Acho que é isso que já está ocorrendo com filmes de gibi? Não, absolutamente, mas isso não é motivo para que os principais estúdios não se preocupem com uma tendência que pode chegar.

O que nos leva à toda a discussão ao redor de BvS. Não tenho nenhum problema em ouvir críticas que comentam que a natureza do Super não é tão cinza (ou seria sépia?) como Snyder propõe. Realmente acho que o personagem funciona melhor quando ele inspira os demais personagens – e os leitores – a serem mais e melhores. Agora, argumentar que simplesmente porque o tom é mais sombrio e “diferente da Marvel” o filme não será bom? Isso já não é nem justo nem sábio.

Tanto a Marvel quanto a DC/Warner têm um sério problema que se chama “síndrome-de-estúdio-de-repetir-o-que-deu-certo-porque-tudo-que-é-diferente-vai-dar-errado”. No caso da Marvel é verter para o estilo mais colorido, leve, cômico que fez de Homem de Ferro (“1”) o sucesso que foi (com medo de ter um outro Hulk, do Edward Norton, que não teve tanto sucesso). No caso da DC/Warner é verter para o lado sombrio, sério, relevante, que fez de Batman (do Nolan) o sucesso que foi (com medo de ter um outro Lanterna Verde que, bom, até dá para entender o medo deles…)

BvS

O que aparentemente nenhum dos dois estúdios entende é que essa abordagem leva a um mono-tom (ou seria monótono?) jeito de abordar cada universo. Realmente queremos ver um Doutor Estranho igual ao Homem de Ferro? Ou um Shazam amargurado e “aborrescente” no futuro? Se cada estúdio se esforçar para ir à raiz de seu material fonte, entender a que público cada personagem tem mais apelo e desenvolver roteiros e visão artística para cada foco, seguramente teremos uma gama, uma paleta muito mais interessante. Nem todo personagem da Marvel precisa fazer piada. Nem todo personagem da DC precisa fazer “grrrrr”.

Bom, acho que é isso por ora. Até que façam um filme rated-R do Power Pack, eu continuo…

@lodix1

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