O que é o prêmio?
Quais são as categorias?
Indique um Blog
Regulamento
Login
Imprensa
Downloads
Política de uso
Privacidade
Fale Conosco
Dúvidas frequentes
Ajuda
Vencedores 2010
Evento 2010
Vencedores 2009
Evento 2009

Artes
Autos
Arquitetura
Celebridades
Ciência
Cinema
Cultura
Comunicação
Corporativos
Design
E-commerce
Economia
Educação
Empreendedorismo
Esportes
Estilo & Comportamento
Gadgets & Games
Gastronomia
Humor
Inovação
Ilustrações
Literatura
Marketing
Metrópole
Meio Ambiente
Mobile
Moda
Mídia Digital
Música
Política
Saúde
Sustentabilidade
Teatro
Tecnologia
TV & Seriados
Variedades
Religião
 
Torcida do bem
por Sílvia Vinhas em março 4 , 2015 às 9:20 pm | Comente aqui.

O ano de 2014 não terminou com sabor amargo para o futebol brasileiro apenas por conta da humilhação sofrida em campo pela seleção diante da Alemanha na Copa do Mundo. O Brasil fechou o período com o título de campeão mundial da violência no futebol, com 18 mortes comprovadamente ligadas à violência entre grupos de torcedores rivais. Um número que pelo menos foi menor que o de 2013, quando 30 perderam suas vidas em incidentes do gênero.

Especialistas pregam uma política nacional de segurança pública como a principal medida para enfrentar o problema, mas iniciativas menos usuais com foco educacional estão marcando os esforços dos clubes. E mostrando formas mais criativas de divulgar uma mensagem pacífica.

Quem não se lembra do pelotão diferente envolvido na segurança para o clássico entre Sport Recife e Náutico? Um grupo de 30 mães de torcedores do Sport, algumas delas de indivíduos conhecidos pelo mau comportamento nos estádios, trabalhou na partida. E o resultado veio dentro e fora do campo. Jogo sem registro de violência e mídia espontânea clamando pela torcida do bem.

Faltava o impossível: unir duas torcidas rivais em um mesmo espaço. Grêmio e Internacional conseguiram!

Com intuito de selar a paz entre as duas torcidas, a direção colorada teve a ideia de fazer o GRENAL de todos. GRENAL da paz. O clube resolveu criar um setor misto no estádio Beira-Rio, onde 1000 colorados poderiam convidar 1000 gremistas para assistir o jogo lado a lado. O colorado comprava e preenchia  um cadastro com seus dados e dados do gremista, se responsabilizando pelo seu convidado. A repercussão foi tanta que em pouco tempo os 2000 lugares no setor misto já estavam com seus assentos ocupados.

E foi um sucesso. Casais de namorados, famílias inteiras, filhos que nunca viram os pais  juntos  num mesmo clássico, cada um torcendo por seu time. Lembrou o tempo da Copa do Mundo, a alegria das torcidas, o colorido misturado. Um sonho possível que assistimos durante o mundial.

Fora da Beira-rio, torcidas organizadas se enfrentaram com a rotineira violência, um ódio enraizado e repassado de geração para geração. Serão estes realmente torcedores?

Fica aí um exemplo a ser seguido pelos clubes paulistas. Esse sim, um desafio maior do que a própria violência.



Torcidas desorganizadas
por Sílvia Vinhas em fevereiro 18 , 2015 às 7:27 pm | Comente aqui.

Torcedores do Chelsea protagonizaram mais um triste caso de racismo depois do empate em 1 a 1 entre o clube inglês e o Paris Saint-Germain, na partida de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões. Num vídeo que circulou na internet nessa semana, um grupo de britânicos impede a entrada de um homem negro em um dos vagões do metrô de Paris. O trem estava cheio, mas não lotado, e ainda cabiam mais alguns passageiros. Nas tentativas que fez para entrar no vagão, foi impedido por um grupo da torcida organizada do Chelsea que gritava “somos racistas, somos racistas! E é assim que tem que ser.”

Cenas como essas estão longe de terminar, ou mesmo a violência desenfreada e viral entre torcidas organizadas em todo o mundo. Os enfrentamentos ou atos discriminativos acontecem quase sempre em grupo, que blindam desrespeito e crueldade na covardia e proteção coletiva. Sim, porque sozinhos são mansos. O ser humano se fortalece quando encontra apoio no entorno e compartilha os sentimentos mais profundos, sejam eles bons ou ruins, se alimentado por um grupo.

Os torcedores se fortalecem na união de líderes e seguidores seja para o bem ou para o mal. E tratando-se de futebol, quase sempre, o resultado deixa a desejar. O grito de guerra das torcidas organizadas ultrapassa os degraus e os alambrados dos estádios de futebol, trazendo disfarçado apelo ideológico formado por razões e intenções que vão muito além do gosto pela prática do futebol, carregados de conteúdos preconceituosos e racistas. Ideologia exacerbada que faz apologia à intolerância, que ao invés de reunir os iguais é eficaz exatamente por unir os desiguais.

Sou a favor do livre acesso, da inclusão social e total, sem extremismos. E da punição severa e exemplar para quem ultrapassa o limite entre liberdade de expressão e falta de respeito.



Mães no comando
por Sílvia Vinhas em fevereiro 11 , 2015 às 7:32 pm | Comente aqui.

Tem coisa que torcedor não faz na frente da mãe. Brigar em estádios é uma delas. Foi com essa ideia que o Sport de Recife, em parceria com a agência Ogilvy Brasil, decidiu fazer uma ação diferente e eficaz contra os brigões. No clássico contra o Náutico eles convocaram as mães de alguns torcedores organizados para ajudar na segurança dentro da Arena Pernambuco.

A campanha, intitulada Security Moms, ou Mães de Seguranças, em tradução livre, tinha a intenção de promover a paz no futebol, que sofre com episódios de violência a cada final de semana. Cerca de 30 mães participaram da iniciativa e pelo menos dessa vez parece ter funcionado, já que não foram registrados incidentes no clássico pernambucano.

Aliás, o papel da mulher em situações que exijam força e determinação, está cada vez maior. O  IDH, índice de desenvolvimento humano em países onde a mulher é bem tratada e  tem voz ativa, comprova um maior crescimento. Em outros, no entanto, a luta continua.

Na Tunísia, as mulheres tiveram uma posição significativa nas manifestações que desencadearam a Primavera Árabe, muitas vezes protestando pela capital do país com os seus filhos e as suas filhas.

No Egito, os protestos que levaram á queda do presidente Hosni Mubarak foram convocados por uma jovem inspirada por um vídeo postado no Facebook. No Iémen, grupos de mulheres organizaram-se para derrubarem o líder do país, enquanto na Síria, enfrentando a polícia secreta armada, as mulheres bloquearam estradas para exigir a libertação de seus maridos e filhos presos.

Na Líbia, os protestos das mulheres mostraram-se fundamentais para o movimento de cidades inteiras que fugiram ao controle do coronel Muamar Kadafi, cidades identificadas como reduto do fundamentalismo muçulmano.

Imagine se as mulheres, principalmente as muçulmanas trancafiadas em suas burcas combinassem juntas, num protesto mundial, de arrancar o véu e gritar pela liberdade?

Elas ainda não conhecem essa força, mas estão evoluindo e perdendo o medo.

Adorei as mães nos estádios, nas arquibancadas, fiscalizando e fulminando seus filhos a qualquer movimento um pouco mais brusco. Nem radicalismo nem força bruta. Só amor. Amor de mãe.



Copinha
por Sílvia Vinhas em janeiro 28 , 2015 às 7:50 pm | Comente aqui.

Adoro a final da Copa São Paulo de Futebol Junior. Não perco esse evento por nada.

Começa pelo estádio. O Pacaembu faz parte da cidade, está localizado num dos bairros mais nobres da capital e de fácil acesso. Como a final sempre acontece no aniversario da cidade, a festa é perfeita. O dia ajudou. Muito sol e calor.

E com Corinthians na final, o torcedor compareceu em peso. Apesar de que, o público da Copinha, não importa que equipe chegue à final, sempre é muito bom.Na 46º edição, mais uma vitória do time de parque São Jorge.

Eu como jornalista, aproveito esses eventos para também refletir. Acompanhar essa garotada nova dá gosto. Uma renovação saudável que o esporte precisa.

O cuidado com as categorias de base cresce a cada ano. Os sonhos de meninos misturados ao suor dos treinos, a dor da decepção, a saudade de casa. Muitos deles chegam aos clubes sem dinheiro para comer ou comprar um tênis. São acolhidos e cuidados. No caso do Corinthians, a escola da meninada é levada a sério, com ônibus levando e buscando. Nota baixa prejudica o atleta e muitos podem perder até a bolsa, ou vaga no grupo se não se dedicarem.

O presidente da Federação Paulista de Futebol, e futuro presidente da CBF tem um sonho: resgatar através do futebol, o maior número de garotos possível. Ele acredita que o futebol pode salvar comunidades carentes proporcionando inclusão social e levando esperança às famílias.

Vendo os garotos jogarem, a vibração, o companheirismo, a vontade e união do grupo, tenho certeza que esse é o caminho certo. Aliás, somos o país do futebol, temos o melhor futebol, a melhor matéria prima, mas estamos sendo superados pela gestão dos outros. Os alemães que o digam.

Está mais que na hora de recrutar o que temos de melhor, fazer um verdadeiro mutirão, um arrastão do bem, recuperar nossa dignidade  perdida no inesquecível 7 a 1.

Se a soberania de um país tem que ser respeitada, a nossa é com certeza o futebol. Somos respeitados e invejados até hoje independente de resultados adversos.

Parabéns Corinthians. Que venha a próxima!



Guerra as drogas
por Sílvia Vinhas em janeiro 21 , 2015 às 8:33 pm | Comente aqui.

O governo brasileiro tentou interceder, sem sucesso, o fuzilamento do instrutor de asa delta Marco Archer, na Indonésia.  O Brasil tomou conhecimento do cumprimento da lei e se chocou?

Muitos foram contra, outros a favor. O fato é que o brasileiro tentou entrar num dos países com leis mais rígidas ao tráfico de drogas do mundo, com 13 quilos de cocaína escondidos nos tubos de uma asa delta.

Há alguns anos estive em Singapura, no Pré- Olímpico feminino de basquete na Malásia, em 1988. Paula e Hortência eram as estrelas daquela época de ouro. Lembro que me impressionou muito no avião, ao preencher o formulário de imigração, a letra enorme em negrito avisando que naquele país, a punição para tráfico de drogas e homicídios era a pena de morte.

Quando entramos no território de outro país, aceitamos as leis daquele país. Não importa que entremos como turistas, como refugiados, como trabalhadores ou mesmo apenas por alguns minutos para fazer conexão entre dois voos. Enquanto estamos dentro do país, estamos sujeitos às suas leis. Isso é um princípio básico da soberania nacional.

O sistema penal de Singapura sempre foi marcado pela controvérsia: possui admiradores, que destacam os baixos índices criminais da ilha, alguns dos menores do mundo; mas, por outro lado, é duramente criticado por entidades defensoras dos direitos humanos.

Pra vocês terem uma ideia, uma das punições consideradas mais leves é o açoitamento, que poderá ser aplicado a pessoas que sejam consideradas mentalmente incapazes de responder pelos próprios atos ou que estejam apenas transportando a droga. Chefes do tráfico e produtores seguem obrigatoriamente condenados à morte.

Por conta desse rígido controle, Singapura é um dos países mais pacíficos do mundo, bem como um dos países mais ricos do mundo. As taxas de homicídio e crimes violentos são mais baixas do que as taxas criminais.

Na Indonésia, não é diferente. O fuzilamento do brasileiro Marco Archer nada mais foi do que o cumprimento da lei. O brasileiro levava 13 quilos de cocaína. Risco alto que foi punido da pior maneira possível.

Nesta semana o surfista Ricardo dos Santos foi morto, aos 24 anos, depois de levar três tiros disparados por um policial com quem discutiu.

O que nós esperamos? A lei, simplesmente isso, que se cumpra  a lei, por favor.



Legado da Copa com consciência
por Sílvia Vinhas em novembro 12 , 2014 às 10:39 pm | Comente aqui.

Do árduo trabalho à frente da CBF que o diretor de futebol Gilmar Rinaldi encara com grande lucidez, ao feito histórico de Luís Paulo Rosemberg  no  Corinthians; da determinação do Secretário Municipal de Esportes  Celso Jatene em servir a população da cidade, à admirável trajetória de sucesso do ex jogador Edmílson e à obra-prima que é a arena do Walter Torre, a Allianz Parque. Um encontro de sucesso.

A Câmara do Comercio Brasil-Líbano, presenteou um pequeno grupo de privilegiados com um debate sobre as principais conclusões em relação ao Legado da Copa. O grupo, comandado pelo jornalista Beetto Saad, o homenageado da noite, deu um show de competência e visão corporativa.

Começando por Gilmar Rinaldi, que tem hoje a importante missão de unir o Brasil com o futebol. Após o inesquecível 7 a 1 frente à Alemanha, a CBF montou uma equipe conhecida da população e forte no empenho e vontade de trabalhar. Alguém aqui duvida o quanto a passagem como técnico da seleção está engasgada na garganta de Dunga? Desde 2010, o treinador se prepara para voltar. Tem agora uma nova chance

Gilmar Rinaldi integra uma equipe que esbanja talento e competência pra reconquistar a credibilidade perdida. Gilmar é o nosso garimpeiro de talentos. Para ele o legado da Copa ainda está por vir.

Na outra ponta do debate, Celso Jatene pontuou seu amor pelo Santos e pleiteou ajustes no calendário. Acha que a torcida democrática e colorida que vimos na Copa é uma utopia e não funciona nos campeonatos brasileiros. Acredita nas arenas com uma torcida só.

O ex jogador Edmilson mostrou carisma e simpatia ao defender a educação como o principal caminho para um Brasil melhor. Muito mais que educação, pede a formação de mais educadores, aqueles anjos que influenciam nossas vidas para sempre.

Luis Paulo Rosemberg foi o mais contundente de todos. Alerta para a necessidade urgente de uma nova política do esporte, mais profissionalismo e respostas. O clube sendo cada vez mais uma empresa e se comportando como tal, com ônus e bônus que sustentam o corporativismo.

E pra finalizar, um show de tecnologia da Allianz Arena comandado por Walter Torre. O empresário que confessou não entender nada de futebol, mas que está aprendendo, mostra orgulhoso toda a tecnologia da nova arena de São Paulo. Os torcedores terão os rostos registrados na entrada e qualquer movimento suspeito dentro do estádio será monitorado em tempo real.

Com grandes ideias e reflexões, o legado da Copa foi o despertar da consciência de quem somos para onde queremos ir. E sabemos que todas as mudanças dependem de nós.

Então chega de cobranças e mãos à obra!



Paulistão dá a largada.
por Sílvia Vinhas em novembro 4 , 2014 às 7:49 pm | Comente aqui.

Nesta semana a Federação Paulista de Futebol anunciou a formula de disputa e o regulamento do Paulistão 2015.  A maior novidade do sorteio de grupos foi o anúncio do limite de 28 jogadores inscritos por cada time na competição. Isso irá evitar que algumas equipes entrem com formações totalmente reservas em algumas partidas, fazendo com que as disputas percam o interesse do público.

O limite de jogadores inscritos por cada um dos 20 clubes é a única mudança no regulamento do Paulistão. No ano que vem, assim como em 2014, as equipes foram divididas em quatro grupos com cinco integrantes. Cada time enfrenta, em turno único, apenas os rivais que não estão em sua própria chave. Os dois primeiros de cada avançam para as quartas de final.

Uma coisa que irá se manter na competição, mas difere do Brasileirão, é a quantidade de jogadores presentes no banco de reservas durante as partidas. No Nacional, 12 atletas podem ficar como suplentes. No Estadual, o limite segue sendo sete.

O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar foi o único a discordar do regulamento. Ele defende a permissão de mais jogadores inscritos para poder usar jovens da categoria de Base na competição. Aidar quer promover atletas de sua base, onde o investimento tem sido alto.”Vamos investir esse ano cerca de R$ 30 milhões nessa base e eu quero usar essa base. Onde eu vou usar? No campeonato sub 20? Isso não acrescenta nada”.

A tabela foi pensada em função do espetáculo, dos direitos de TV. A ideia dos times enfrentarem apenas os rivais que não estão na sua chave mostra o interesse apenas por grandes clássicos. Mesmo assim, o publico do Paulistão é cada vez menor. A competição passa a ter então uma única e importante missão, na minha opinião: revelar craques. Já está mais do que provado que o futuro do futebol brasileiro está na geração jovem, novos valores, no investimento cada vez maior nas categorias de base.E o Paulistão é uma grande vitrine.

Carlos Miguel Aidar se mostra um dirigente diferente, com visão ampla na tecnologia e aprimoramento da base. Luta não só pelo bom futebol mas clama pelas mudanças, tão esperadas por todos nós desde o fatídico 7 a 1 para a Alemanha. Mas por enquanto é voz dissonante em meio aos 20 mandatários do Futebol Nacional.



Magic Paula
por Sílvia Vinhas em outubro 22 , 2014 às 8:51 pm | Comente aqui.

A seleção brasileira perdeu nas oitavas de final para a França no Mundial de Basquete feminino que aconteceu na Turquia. Mais uma vez, as brasileiras decepcionaram, deixando uma eterna lacuna, um vazio que não é preenchido.

Nesta semana conversei com Paula, a nossa eterna Magic Paula, que ao lado de Hortência deixou saudades nas quadras. Na entrevista, a ex jogadora se posiciona com leveza mas bem contundente nas reflexões. Conta que na época dos grandes títulos mundiais o diferencial era a garra. As condições eram piores,a pouca tecnologia e os treinamentos da seleção praticados contra homens, denunciavam as precárias condições apesar dos grandes resultados.

Uma geração que lutava pelo todo. Dentro e fora das quadras. A meta era ganhar títulos, claro, mas o objetivo se misturava com a política do esporte e as mudanças necessárias. Naquela época a liderança das duas principais jogadoras do país, mudava técnico e discutia valores que hoje são desconhecidos ou puramente ignorados pela nova geração. A derrota era superada pela força de um grupo desbravador.Hoje, a sensação de baixo comprometimento é visível.

A nova geração jogou no Mundial pela primeira vez um evento internacional, sem preparo, sem intercâmbios. Uma renovação que começou em 2011 e não evoluiu. Esse time que  se apresentou é o que temos de melhor, e é com esse time que vamos disputar os jogos olímpicos. Mas a pergunta que fica é: se hoje temos estrutura melhor do que ontem, por que o basquete não evolui? Se o Brasil é tão grande, por que a dificuldade em encontrar Paulas e Hortências?

A própria Paula explica que nunca existiu uma geração tão inativa como a atual. Nossos jovens interagem online e poucos se dedicam ao esporte. Paula conta ainda que há 10 anos está à frente do Instituto Passe de Mágica, que leva às comunidades carentes a influência mágica do esporte na vida das pessoas. “Com o esporte, aprendi os segredos da vida, a ter determinação e valorizar um mundo real de perdas e ganhos. O esporte molda caráter e dignifica” declara.

O Brasil continua sendo o país do futuro. A Copa do Mundo acabou e o futebol é o mesmo.  O legado conquistado foi apenas a certeza de que somos dóceis, alegres e cheios de esperança. Mas nada mudou.

As expectativas se voltam para o Rio de Janeiro. Paula faz sua parte. Incentiva crianças e jovens, numa luta incansável de inclusão social. Mas tem um detalhe importante e definitivo: o jovem segue ídolos, é influenciado por ações vencedoras e por líderes. O basquete precisa encontrar suas Paulas e Hortencias, antes que seja tarde demais.



Joia rara
por Sílvia Vinhas em outubro 15 , 2014 às 9:25 pm | Comente aqui.

E eis que surge em algum lugar uma joia rara, com brilho único, aquela que se destaca pela beleza dos movimentos. Que tem luz própria e ninguém consegue apagar. Neymar é assim. Como explicar?

Tem estrela, sim, e dom de Deus. Brinca com a bola, com os pés, no vai e vem de jogadas incrivelmente organizadas e orquestradas, coreografia própria de quem está no comando. Faz um, dois, três, quatro gols contundentes e indecentes de ver.

Fala a verdade, essa magia não te encanta? Tem uma força maior no comando que diz, esse vai ser craque. E ponto final. Dá pra discutir talento?

Outro dia ouvi uma menina cantar com uma voz tão perfeita que meus olhos se encheram de lágrimas. Sabe por que? Me emociona esse toque divino que por mais que se tente entender, só nos resta aceitar.

Ninguém aprende a ser craque. Já nasce craque.

Quantos Pelés, Hortencias, Ayrtons, Jordans,  Bolts, você vê por aí? São joias raras que surgem em algum lugar do planeta, pedindo licença ao mundo para brilhar e brilhar. Parece que Deus vai liberando esses talentos aos poucos, pulverizando a humanidade com toques sutis de poder.

No mundo da música,a determinação e inveja de Salieri ,não ofuscaram o brilho único de Mozart. O talento dribla a realidade. A joia rara tem brilho próprio, se sobressai mesmo pressionada, perseguida, humilhada, assustada ou enganada. Mozart morreu numa vala comum, mas seu talento foi eternizado por merecimento divino.

Tem isso também. Merecimento divino. A história nos mostra talentos desperdiçados e esquecidos.

Afinal, tem que fazer valer. De que vale o talento sem determinação e coragem?

Assistir Neymar na seleção, marcando gols, provando que é sim peça fundamental para qualquer treinador me lembrou a discussão na Copa criticando o fato de um time inteiro, o Brasil, depender de um só jogador.

Jogo pra vocês a pergunta: dá pra ficar sem Neymar?

Joia rara é isso, pra guardar e respeitar.



Champagne para brindar o encontro
por Sílvia Vinhas em agosto 27 , 2014 às 9:07 pm | Comente aqui.

O Palmeiras comemorou o Centenário com muita festa. E não é pra menos. Cem anos de histórias, de glórias e ídolos. A equipe é uma das mais tradicionais de São Paulo e se mistura com a história da cidade.

São muitos os motivos para se ter orgulho de ser palmeirense. Afinal, que outro clube no Brasil tem incríveis 10 títulos nacionais? Qual outro time já goleou seu maior rival por 8 a 0? Quem mais entrou em campo com a camisa da seleção brasileira e aplicou 3 a 0 no poderoso Uruguai? Além da enorme tradição no futebol, o palmeirense ainda tem orgulho de todos os times que vestiram a camisa alviverde em outras modalidades esportivas, como basquete e vôlei. Ser Palmeiras não é apenas um orgulho, mas um privilégio sem igual, lembra o site ESPN.com.br. E o que é melhor: tem estádio próprio desde 1920. Aliás, a nova casa do Palmeiras está espetacular e tem  localização privilegiada.

Nos dias atuais, luta para fugir de um rebaixamento que o leva onde conhece bem, a Serie B. Lembrando que o time caiu duas vezes e nunca pediu virada de mesa. Voltou na raça, em campo, honrando a camisa.

Mas em tempo de festa, os números e estatísticas ficam de lado. Ninguém quer ouvir falar da tabela na hora do brinde. Os palmeirenses saíram às ruas da capital e viraram a noite na véspera da comemoração do centenário,

Os principais pontos turísticos da cidade foram coloridos de um verde intenso com a  massa de torcedores em festa. A colônia italiana, claro, abriu as portas pra comemorar. O Boteco do Tunico, com o ilustre palmeirense Toninho Buonerba, dono do Jardim de Napoli e seu famoso polpettone,é um verdadeiro templo de homenagens ao palestra do coração. Outras cantinas, embaladas pelos molhos e pastas também se renderam ao doce sabor da alegria.

Apenas uma estava triste. Il Sogno di Anarello.

Na mesma noite de cantoria e festa, o silêncio de um grande nome da gastronomia paulista e palmeirense fanático, Giovanni Bruno. Justo ele que não deixava ninguém sair de seu restaurante sem ouvir a música Champagne, eternizada por Pepino Di Capri, cantada por ele.

Deve estar cantando lá no céu, que ficou verde, só por um instante, pra receber Giovanni.




 












Warning: mysql_fetch_assoc() expects parameter 1 to be resource, boolean given in /home/topblog3/public_html/2012/blogs/wp-content/themes/topblog2010/sidebar.php on line 44

Warning: Invalid argument supplied for foreach() in /home/topblog3/public_html/2012/blogs/wp-content/themes/topblog2010/sidebar.php on line 154




Mande sua sugestão
Indique um Blog


   
Patrocinadores
Apoio Institucional
Redes Sociais



Apoio/Divulgação