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Champagne para brindar o encontro
por Sílvia Vinhas em agosto 27 , 2014 às 9:07 pm | Comente aqui.

O Palmeiras comemorou o Centenário com muita festa. E não é pra menos. Cem anos de histórias, de glórias e ídolos. A equipe é uma das mais tradicionais de São Paulo e se mistura com a história da cidade.

São muitos os motivos para se ter orgulho de ser palmeirense. Afinal, que outro clube no Brasil tem incríveis 10 títulos nacionais? Qual outro time já goleou seu maior rival por 8 a 0? Quem mais entrou em campo com a camisa da seleção brasileira e aplicou 3 a 0 no poderoso Uruguai? Além da enorme tradição no futebol, o palmeirense ainda tem orgulho de todos os times que vestiram a camisa alviverde em outras modalidades esportivas, como basquete e vôlei. Ser Palmeiras não é apenas um orgulho, mas um privilégio sem igual, lembra o site ESPN.com.br. E o que é melhor: tem estádio próprio desde 1920. Aliás, a nova casa do Palmeiras está espetacular e tem  localização privilegiada.

Nos dias atuais, luta para fugir de um rebaixamento que o leva onde conhece bem, a Serie B. Lembrando que o time caiu duas vezes e nunca pediu virada de mesa. Voltou na raça, em campo, honrando a camisa.

Mas em tempo de festa, os números e estatísticas ficam de lado. Ninguém quer ouvir falar da tabela na hora do brinde. Os palmeirenses saíram às ruas da capital e viraram a noite na véspera da comemoração do centenário,

Os principais pontos turísticos da cidade foram coloridos de um verde intenso com a  massa de torcedores em festa. A colônia italiana, claro, abriu as portas pra comemorar. O Boteco do Tunico, com o ilustre palmeirense Toninho Buonerba, dono do Jardim de Napoli e seu famoso polpettone,é um verdadeiro templo de homenagens ao palestra do coração. Outras cantinas, embaladas pelos molhos e pastas também se renderam ao doce sabor da alegria.

Apenas uma estava triste. Il Sogno di Anarello.

Na mesma noite de cantoria e festa, o silêncio de um grande nome da gastronomia paulista e palmeirense fanático, Giovanni Bruno. Justo ele que não deixava ninguém sair de seu restaurante sem ouvir a música Champagne, eternizada por Pepino Di Capri, cantada por ele.

Deve estar cantando lá no céu, que ficou verde, só por um instante, pra receber Giovanni.



Esporte e educação
por Sílvia Vinhas em agosto 20 , 2014 às 9:31 pm | Comente aqui.

Nessa semana entrevistei uma das melhores atacantes de vôlei que o Brasil já teve, Ana Moser. Ela fez parte da equipe vencedora que trouxe a primeira medalha olímpica para o Brasil. Desde que abandonou as quadras há 15 anos por conta de uma lesão, segue em trabalho engajado pelo desenvolvimento do esporte brasileiro.

O Instituto Esporte e Educação transforma há treze anos, a vida e o destino de milhares de crianças. São 22 estados brasileiros que já recebem esse verdadeiro movimento social. O objetivo é direcionar não só crianças e adolescentes, mas capacitar professores. É o esporte abrindo espaço para o desenvolvimento da comunidade.

Ex atletas que se empenham nesse empreendedorismo projetam um movimento que pode contribuir para um Brasil melhor. A contribuição não só social como cultural, pode mudar números e estatísticas. As porcentagens exageradas de crianças inativas apresentam resultados avassaladores para a economia do país. Praticar esporte traz além de benefícios para a saúde, uma nova realidade na Previdência.

Apesar de falar sobre esportes há 25 anos, nunca desenvolvi habilidade para praticar nenhum. Faço academia para manter a forma, mas fui uma a menos no mundo esportivo. Minha falta de capacidade se deu pela baixa autoestima que adquiri no Colégio, onde o bullying sofrido me deixava fora das atividades. Eu não era escolhida nem pra jogar “queimada”, lembram desse jogo? Ana Moser explicou que são pessoas como eu, sem aptidão nenhuma, o verdadeiro alvo do Instituto. Nas comunidades carentes, baixa autoestima significa caminho errado para jovens. E é exatamente esse sentimento que o esporte resgata.

Em outros países mais desenvolvidos, Escola e Esporte seguem juntos. Aluno não precisa parar de praticar o esporte favorito para estudar e se formar. Pelo contrário. Quem é bom em algum esporte consegue estudar nas melhores Escolas e Universidades.

Ás vésperas de mais um grande evento, já passou da hora do Brasil tratar o esporte com o respeito que merece. Depois do 7 a 1, um vexame olímpico será difícil de aguentar.



Geração de Prata faz 30 anos
por Sílvia Vinhas em agosto 14 , 2014 às 5:46 pm | Comente aqui.

Jornada nas estrelas…Viagem ao fundo do mar…esses eram os nomes dados aos saques de Bernard e William, no vôlei.  Montanaro, Renan, Bernardinho, nomes que mudaram a historia do vôlei nacional. A geração campeã de prata comandada por Bebeto de Freitas tinha Bernard, William, Amauri, Badá, Montanaro, Renan, Bernardinho, Domingos Maracanã, Xandó, Vinícius e Rui Campos do Nascimento

Eles foram prata nos Jogos Olimpicos de Los Angeles em 1984, mas para o Brasil que não admite ser vice em nada, aqueles meninos eram ouro.

A paixão brasileira pelo vôlei não foi paixão, foi uma febre. Eles eram perseguidos e amados por onde fossem. Um grupo que mais parecia uma banda de rock. As mulheres gritavam, choravam, rasgavam as roupas, se escondiam em hotéis, uma loucura. Quando entravam em quadra, cada movimento vinha acompanhado de gritos e histerias. O momento de grande emoção era quando Bernard se preparava para dar o saque Jornada  nas Estrelas. A plateia extasiada fazia junto o percurso da bola, que ia mesmo até às estrelas e desconcertava o adversário.Tudo começou em Santos, com Luciano do Valle organizando um torneio de quadra, na praia do Boqueirão. Ele reuniu os principais nomes da época. A partir daí Luciano conseguiu transmitir as partidas pela TV, e o vôlei foi ganhando destaque. Pirelli e Atlântica Boavista, eram as maiores e melhores equipes.

O auge de tudo foi o Grande Desafio de Volei no Maracanã. Brasil e URSS com mais de 95 mil pagantes. Um recorde de público até hoje para um esporte olímpico.

E eu estava lá, nessa multidão. Vivi cada emoção. Eu estava lá também em Los Angeles. Chorei, lutei e vibrei cada ponto. O vôlei fez parte da minha vida pessoal e norteou por um bom tempo minha carreira esportiva. O vôlei brasileiro comemora uma grande conquista. E eu também.



o rei das pedaladas
por Sílvia Vinhas em agosto 6 , 2014 às 10:40 pm | Comente aqui.

Não faltam motivos para Robinho ser considerado um ídolo da torcida do Santos. Revelado na Vila Belmiro, o atacante conquistou dois Campeonatos Brasileiros, uma Copa do Brasil e um Campeonato Paulista. Além disso, nunca perdeu para o Corinthians, maior rival. Acima de tudo, o Rei das Pedaladas jamais escondeu o amor que sente pelo clube que o revelou. Agora, ele está de volta: chegou ao Brasil para contrato de empréstimo por um ano.

As negociações se arrastaram, deram voltas, mas tiveram um final feliz .Com a liberação do Milan, da Itália, Robinho fica no Peixe até agosto de 2015 – ele pode sair em janeiro caso seja vendido na próxima janela de transferências.

Considerado uma das grandes revelações do futebol brasileiro,Robinho foi para o Real Madrid, da Espanha. Em 2010,numa negociação envolvendo planos de marketing, o Santos repatriou o jogador, que estava no Manchester City, da Inglaterra, por empréstimo de seis meses. Depois, o sonho acabou e ele se transferiu para o Milan, onde oscilou entre o banco de reserva e o time titular. Nesse período, o Santos tentou diversas vezes repatriar o jogador, sem sucesso e com direito a troca de farpas entre o atacante e o ex-presidente Luis Alvaro Ribeiro. Agora, as duas partes já chegaram a um acordo e colocaram um ponto final na “novela”

Fica a expectativa da volta pra casa. Nunca entendi muito bem que volta é essa que é e não é ao mesmo tempo. Como se o jogador estivesse no aeroporto, em trânsito, entre um destino e outro. Sente o cheiro da terra adorada, mas não pode tirar o tênis. A sensação do empréstimo é de que um dia a conta será paga e a brincadeira acaba. É de sentir o gosto de uma realidade irreal. Empréstimo pra mim deveria ser proibido. O jogador fica sem identidade, sem camisa pra suar, sem hino para saudar. Mata a saudade de casa, sempre sabendo que vai embora.

Tem um peso na frase “voltar pra casa”. Só quem volta pra casa de verdade sabe o que estou dizendo. É voltar na plenitude, acalmando a alma e dormindo em paz. É desfazer as malas e colocar as coisas no lugar. É tirar o tênis e colocar o pé na mesa. É sentir os cheiros, reconhecer os sabores, e simplesmente descansar.

O torcedor também sofre com isso. Uma apatia mútua não permite entrega verdadeira. É empréstimo, então não é de verdade. Nem jogador nem torcedor se permitem a troca calorosa de admiração e entrega. Um abraço vazio com tempo pra terminar.

Sei que nada é definitivo nessa vida, mas quando se vive uma situação, é preciso que seja plena de corpo e alma. Nada é eterno, e sabemos que qualquer contrato pode ser desfeito da noite para o dia no imponderável mundo de surpresas que é a vida. Para suportar isso temos a vantagem do mistério e do desconhecido.

Mas, se você já sabe o final da história, que graça tem? Imaginem entrar na vida de alguém por empréstimo? Receber um filho por empréstimo? Viver um grande amor por empréstimo?

Por isso, Robinho, que tal voltar pra ficar?



O poder da reconstrução
por Sílvia Vinhas em julho 23 , 2014 às 10:52 pm | Comente aqui.

Em junho de 2013, o Brasil parou. Adultos, crianças, jovens, trabalhadores, aposentados, gays, simpatizantes, ninguém ficou imune aos protestos por um Brasil melhor. Depois, várias tentativas, revoltas, vândalos, sem sucesso e o  “não vai ter Copa”, serviu mesmo para afugentar muitos turistas em 2014.

Os brasileiros, nós jornalistas, o mundo de certa forma, esperavam sim um início, uma mudança radical após a Copa ,mas parece que o Brasil está fechado na bolha do conformismo.

Até queremos mudar a política do país, demitir políticos corruptos, fechar de vez o impostômetro, nivelar a igualdade social, reformar hospitais, enfim, reconstruir. Mas falta engajamento, vontade de colocar a mão na massa, de arregaçar as mangas.

Tem momentos na vida que sabemos a importância da mudança, mas não como fazê-la. Estamos às vésperas de uma Olimpíada em casa e não aprendemos com os erros. O padrão Fifa virou pó e a realidade grita no transporte, na segurança, no respeito ao próximo, nem que seja na marra.

Mesmo emblemático, o 7 a 1 que levamos da Alemanha tem que servir para alguma coisa. Não dá pra ser destroçado, nem no campo, nem na vida e não transformar erro em caminho. Quando o novo técnico da seleção foi anunciado, não pensei nas vantagens e desvantagens desta escolha e sim na tristeza que é perceber o quanto nosso poder de reconstrução ainda está estagnado. Não aprendemos nada com a lição da Alemanha.

Queremos o novo mas não ousamos. Sofremos complexo de nação emergente e a síndrome de eterno país do futuro. Será que somos culpados?
Afinal, não passamos por guerras, conflitos, lutas, tsunamis ou furacões.
Como aprender a valorizar o que nunca sofremos?
Precisamos sim entender que não basta recolher a bandeira só quando perdemos o jogo.

Sou como Poliana, faço o jogo do contente na tentativa de sempre me posicionar de maneira positiva frente às adversidades, mas concordo com o Gato da Alice no país das Maravilhas: “para quem não sabe aonde vai, qualquer caminho serve”.



Sem maniqueísmo
por Sílvia Vinhas em julho 2 , 2014 às 11:42 pm | Comente aqui.

Os catastrofistas de plantão pulverizaram o pessimismo e o medo em tempos de Copa. O ufanismo brasileiro bateu de frente com previsões mais que negras, colocando em duvida e pautas, a capacidade do Brasil como anfitrião.

Bom descobrir que entre o céu e a terra, entre a realidade nua e crua do bem e do mal, tem nuances, tem sutilezas, e o meio termo abastece a vida na linha tênue das previsões precipitadas. Não é questão do bem e do mal, se a Copa foi boa ou não,  ressaltar agora quem tem razão, e sim entender o que está acontecendo com o Brasil.

Nunca vi o país tão lindo.

O Soft Power brasileiro na Copa é a bola da vez, um laboratório de experiências em algo imensurável como legado, a alegria. O poder suave brasileiro definiu nossa competência com a cultura, com as imagens, os sorrisos e a paciência, em oposição a balas perdidas e a violência.

A Copa humanizou as empresas e mexeu com o modo de administrar. Djs, massagistas, musica, churrasco, horários alternativos, tudo providenciado para que os funcionários curtissem os jogos da seleção.

O contestado padrão FIFA virou sinônimo de coisa bem feita. Já encontrei pela cidade cachorro quente padrão FIFA e até borracharia padrão FIFA. O brasileiro descobriu que pode ir além, ser mais, ter excelência e valoriza agora um novo padrão de entrega.

O Brasil aprendeu a olhar o turista, a admirar a extravagância das roupas, a respeitar as diferenças e a ter orgulho do que Deus nos deu. Evoluímos pelo amor e não pela dor.

E como descobrimos tudo isso?

A gente tem esse jeito quebrado, sem estrutura, a gente vai na contramão mesmo, sem saber o que fazer, mas somos assim. Não que a gente ache que está certo, mas esse é o nosso jeito de fazer as coisas. A vitória não foi dentro das quatro linhas, foi do povo e até da seleção. Demos um abraço em nós mesmos e estamos adorando ser protagonistas.

Como disse Pablo Neruda, “ É caminhando que se faz o caminho”.



Copa das surpresas?
por Sílvia Vinhas em junho 25 , 2014 às 8:44 pm | Comente aqui.

O esporte sempre ensina, seja ele qual for. Aprendemos no cruel equilíbrio da compensação, quando vivenciamos o valor da derrota no grito de vitória. Aprendemos a determinação, quando o resultado mostra  que nada, nada mesmo vem sem luta, sem raça, sem dor. Aprendemos que o objetivo alcançado nos custa muito trabalho, escolhas e renúncia. Aprendemos que é preciso driblar a vaidade do ego, da soberba e focar sempre na superação, seja em grupo ou sozinho, e que cada jogo é uma história que a gente sabe como começa, mas nunca como termina.

E assim é o futebol. Na Copa das surpresas, a explosão das torcidas e o amor mais que representado nas arquibancadas não mascara as origens e raízes. Mesmo hipnotizados pelas cores que se misturam nas arquibancadas, numa grande colcha de retalhos, a identidade de cada país se revela no grito, na raça, no fair play em campo, no poder de resiliência, no controle e descontrole emocional.

Na Copa onde não há segredos, vence o sangue frio ou o sangue latino que ferve a cada lance? O melhor futebol da Espanha não jogou, os ingleses desaprenderam, os italianos sofreram e a Costa Rica brilhou. O que podem dizer os analistas de plantão? Como fazer previsões se o inusitado, o inesperado, o lance duvidoso, o pênalti no ultimo minuto, podem mudar a história do jogo como vimos na classificação da Grécia frente a Costa do Marfim?

E o que dizer da garra do Chile, o show da Colômbia, a recuperação do Uruguai, os 100% da Argentina e a tradição do Brasil? As seleções latino-americanas já igualaram o melhor desempenho da história dos Mundiais. E vem mais por aí.

Cada jogo é uma história que ensina, corrige e alerta. Cada jogo exige ajustes, assim como na vida. Quando achamos que estamos no caminho certo, vem o inesperado e muda o rumo da história. É preciso se reinventar, sem previsões. Entender que a estratégia de jogo se faz com mudanças de percurso e adaptações.

Quem achar que já encontrou o caminho fique esperto. Na vida e no  futebol, não existe favorito nem jogo ganho…afinal, um gol pode mudar tudo.



PAUSA PARA A ALEGRIA
por Sílvia Vinhas em junho 16 , 2014 às 11:19 pm | Comente aqui.

No meio do caos, a pausa para respirar e torcer. Todos precisam de um respiro, de fortalecer o espírito com muitas risadas e vibrações positivas. No meio de confrontos que mais parecem guerras vazias, de quem atira para todos os lados quando não se tem o foco principal, pausa para fazer de conta que somos só um coração.

Quando entrei no expresso da Copa para assistir a abertura entre Brasil e Croácia, a sensação foi de encantamento. Bonito ver a tradicional estação da luz colorida de verde e amarelo, com o som vibrante do samba brasileiro.

Entre os gritos abafados pelas suntuosas arenas que agora brilham como holofotes para o mundo, a mistura de cores e culturas dá vida às principais capitais brasileiras. Como imaginar um Maracanã pintado com as cores da Argentina? Só numa Copa do Mundo isso é possível. Como tantas emoções que ainda teremos.

Não dá para ignorar a vibração pulsante do nacionalismo. Não podemos esquecer que muitas seleções, cada jogador está aqui representando não um time, mas o seu país. O planeta unido sem fronteiras, numa festa que pode ser contestada pela grandiosidade, mas deve ser respeitada pelo conceito.

Que bom seria se o espírito da Copa refletisse a realidade mundial! O esporte representado pelo futebol consegue anestesiar por 90 minutos nações sem relações bilaterais, sem conexões, num contraste de dogmas e culturas que se nivelam na hora do jogo.

Em termos de números e gols, pra quem gosta de futebol, essa já é a Copa das Copas. Então se desarme, relaxe, permita-se. Damos duro todos os dias, lutamos por ideais e tantas vezes nos violentamos nas nossas escolhas que merecemos um respiro. Sabe aquele momento de não pensar em nada, de só observar, nem que seja a alegria dos outros?

E quem sabe, se deixando levar um pouco pelas olas que divertem as torcidas você não encontre as respostas que precisa?



A estrela da festa
por Sílvia Vinhas em junho 4 , 2014 às 9:27 pm | Comente aqui.

Já faz tempo que a Copa do Mundo deixou de ser só futebol e envolve mais do que jogadores em campo e torcida fervorosa de milhões de pessoas.

O lado científico do esporte sempre se desenvolve com um torneio global, com novas pesquisas sobre diversos aspectos do jogo. Uma das mais analisadas pelos cientistas é a bola. As bolas das Copas recebem nome desde 1970. Tango na Argentina, Tricolore na França e Jabulani na África do Sul. No Mundial do Brasil é Brazuca.

Entre as curiosidades que cercam a produção, a bola oficial é produzida por um país sem tradição no futebol, o Paquistão. A seleção deles é a 159 no ranking da Fifa e não vem ao Mundial. Todo o processo para criar uma bola leva 40 minutos e a fábrica pode produzir 100 por hora. Cada modelo tem que passar por 80 testes diferentes, que medem do peso ao brilho. Elas também precisam sobreviver a 3500 impactos a 50 km/h e se adaptar a qualquer condição climática.

A Brazuca levou dois anos e meio para ser produzida. Foi testada em 10 países com 30 clubes e 600 jogadores, incluindo Messi e Gerrard. Os japoneses garantem que a Brazuca é mais estável e rápida do que a Jabulani, bola usada na Copa de 2010. As cores da bola brasileira simbolizam as pulseiras como as do Senhor do Bonfim.

Quando a bola rolar, toda essa tecnologia será esquecida. Vale o toque, a malandragem, a ilusão de quem parece que vai mais não vai. Do deslize sutil à agressividade certeira. Da esperança de quem lança à confiança de quem leva.

Vai depender do carinho, do choque com os pés, do encaixe exato na hora certa e no momento certo, aquele orientado e predestinado. Vai depender do merecimento, do trabalho e suor que banha o talento de quem é escolhido para finalizar o conjunto da obra. O gol.

Porque só balançando as redes a Brazuca da tecnologia ganha vida e se transforma na estrela da festa.



Para vencer em Roland Garros
por Sílvia Vinhas em maio 28 , 2014 às 7:28 pm | Comente aqui.

Um dos torneios de tênis mais charmosos do planeta está no ar. A cidade de Paris recebe nas próximas semanas os principais nomes, grandes ídolos e também novas promessas que sempre surpreendem. Lembro bem o clima e o cenário de sonho que vivi, paralelamente aos anseios brasileiros na Copa do Mundo de 98. Pelas ruas da capital francesa, a tietagem aos tenistas que badalavam por lá , muitas vezes superava as manifestações tímidas das torcidas de futebol. O requinte do povo francês combina mais com tênis, pode ter certeza. Mas nem por isso os mais fanáticos deixaram de comemorar o famoso “trois zero”, os três a zero na final contra a França que calou o Brasil. Lembro a euforia, os gritos e de tentar correr para o hotel. Com rosto pintado de verde e amarelo, na certeza da vitória, eu e o jornalista William Bonner tentávamos sair do Stade de France. Os torcedores franceses tomaram as ruas de Paris incendiando de alegria a Champs Élysées. Prova de que o amor ao futebol nasce e renasce, nivela classes sociais e rivaliza fronteiras  quando se é campeão.

O tênis está longe de ser um esporte popular, mas apaixona. E na expectativa por um bom desempenho brasileiro esbarramos em um processo de extrema importância: a maturação. Guga foi campeão de Roland Garros aos 22 anos, mas ainda não estava pronto. O grande erro na empolgação de resultados positivos é colocar os fenômenos como regra e assim, vivemos sempre a espera de um novo Guga. O comentarista de tênis do Bandsports Orlando Rosa, explica que o tenista só atinge o auge após os 25 anos, quando conquista o equilíbrio psicológico, físico e estratégico. Thomaz Bellucci está quase.  Cita também o 4º do mundo juvenil Orlando Luz como grande promessa se tiver consciência da importância do amadurecimento.

No futebol todos querem ser Neymar, mas quantos outros chegaram sem tanto alarde ao sucesso com maturidade e determinação?

Cobramos um novo Guga, mas esquecemos que  amadurecer é aprendizado cultural, e o Brasil, nesse quesito, ainda está engatinhando.




 












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