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Legado da Copa com consciência
por Sílvia Vinhas em novembro 12 , 2014 às 10:39 pm | Comente aqui.

Do árduo trabalho à frente da CBF que o diretor de futebol Gilmar Rinaldi encara com grande lucidez, ao feito histórico de Luís Paulo Rosemberg  no  Corinthians; da determinação do Secretário Municipal de Esportes  Celso Jatene em servir a população da cidade, à admirável trajetória de sucesso do ex jogador Edmílson e à obra-prima que é a arena do Walter Torre, a Allianz Parque. Um encontro de sucesso.

A Câmara do Comercio Brasil-Líbano, presenteou um pequeno grupo de privilegiados com um debate sobre as principais conclusões em relação ao Legado da Copa. O grupo, comandado pelo jornalista Beetto Saad, o homenageado da noite, deu um show de competência e visão corporativa.

Começando por Gilmar Rinaldi, que tem hoje a importante missão de unir o Brasil com o futebol. Após o inesquecível 7 a 1 frente à Alemanha, a CBF montou uma equipe conhecida da população e forte no empenho e vontade de trabalhar. Alguém aqui duvida o quanto a passagem como técnico da seleção está engasgada na garganta de Dunga? Desde 2010, o treinador se prepara para voltar. Tem agora uma nova chance

Gilmar Rinaldi integra uma equipe que esbanja talento e competência pra reconquistar a credibilidade perdida. Gilmar é o nosso garimpeiro de talentos. Para ele o legado da Copa ainda está por vir.

Na outra ponta do debate, Celso Jatene pontuou seu amor pelo Santos e pleiteou ajustes no calendário. Acha que a torcida democrática e colorida que vimos na Copa é uma utopia e não funciona nos campeonatos brasileiros. Acredita nas arenas com uma torcida só.

O ex jogador Edmilson mostrou carisma e simpatia ao defender a educação como o principal caminho para um Brasil melhor. Muito mais que educação, pede a formação de mais educadores, aqueles anjos que influenciam nossas vidas para sempre.

Luis Paulo Rosemberg foi o mais contundente de todos. Alerta para a necessidade urgente de uma nova política do esporte, mais profissionalismo e respostas. O clube sendo cada vez mais uma empresa e se comportando como tal, com ônus e bônus que sustentam o corporativismo.

E pra finalizar, um show de tecnologia da Allianz Arena comandado por Walter Torre. O empresário que confessou não entender nada de futebol, mas que está aprendendo, mostra orgulhoso toda a tecnologia da nova arena de São Paulo. Os torcedores terão os rostos registrados na entrada e qualquer movimento suspeito dentro do estádio será monitorado em tempo real.

Com grandes ideias e reflexões, o legado da Copa foi o despertar da consciência de quem somos para onde queremos ir. E sabemos que todas as mudanças dependem de nós.

Então chega de cobranças e mãos à obra!



Paulistão dá a largada.
por Sílvia Vinhas em novembro 4 , 2014 às 7:49 pm | Comente aqui.

Nesta semana a Federação Paulista de Futebol anunciou a formula de disputa e o regulamento do Paulistão 2015.  A maior novidade do sorteio de grupos foi o anúncio do limite de 28 jogadores inscritos por cada time na competição. Isso irá evitar que algumas equipes entrem com formações totalmente reservas em algumas partidas, fazendo com que as disputas percam o interesse do público.

O limite de jogadores inscritos por cada um dos 20 clubes é a única mudança no regulamento do Paulistão. No ano que vem, assim como em 2014, as equipes foram divididas em quatro grupos com cinco integrantes. Cada time enfrenta, em turno único, apenas os rivais que não estão em sua própria chave. Os dois primeiros de cada avançam para as quartas de final.

Uma coisa que irá se manter na competição, mas difere do Brasileirão, é a quantidade de jogadores presentes no banco de reservas durante as partidas. No Nacional, 12 atletas podem ficar como suplentes. No Estadual, o limite segue sendo sete.

O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar foi o único a discordar do regulamento. Ele defende a permissão de mais jogadores inscritos para poder usar jovens da categoria de Base na competição. Aidar quer promover atletas de sua base, onde o investimento tem sido alto.”Vamos investir esse ano cerca de R$ 30 milhões nessa base e eu quero usar essa base. Onde eu vou usar? No campeonato sub 20? Isso não acrescenta nada”.

A tabela foi pensada em função do espetáculo, dos direitos de TV. A ideia dos times enfrentarem apenas os rivais que não estão na sua chave mostra o interesse apenas por grandes clássicos. Mesmo assim, o publico do Paulistão é cada vez menor. A competição passa a ter então uma única e importante missão, na minha opinião: revelar craques. Já está mais do que provado que o futuro do futebol brasileiro está na geração jovem, novos valores, no investimento cada vez maior nas categorias de base.E o Paulistão é uma grande vitrine.

Carlos Miguel Aidar se mostra um dirigente diferente, com visão ampla na tecnologia e aprimoramento da base. Luta não só pelo bom futebol mas clama pelas mudanças, tão esperadas por todos nós desde o fatídico 7 a 1 para a Alemanha. Mas por enquanto é voz dissonante em meio aos 20 mandatários do Futebol Nacional.



Magic Paula
por Sílvia Vinhas em outubro 22 , 2014 às 8:51 pm | Comente aqui.

A seleção brasileira perdeu nas oitavas de final para a França no Mundial de Basquete feminino que aconteceu na Turquia. Mais uma vez, as brasileiras decepcionaram, deixando uma eterna lacuna, um vazio que não é preenchido.

Nesta semana conversei com Paula, a nossa eterna Magic Paula, que ao lado de Hortência deixou saudades nas quadras. Na entrevista, a ex jogadora se posiciona com leveza mas bem contundente nas reflexões. Conta que na época dos grandes títulos mundiais o diferencial era a garra. As condições eram piores,a pouca tecnologia e os treinamentos da seleção praticados contra homens, denunciavam as precárias condições apesar dos grandes resultados.

Uma geração que lutava pelo todo. Dentro e fora das quadras. A meta era ganhar títulos, claro, mas o objetivo se misturava com a política do esporte e as mudanças necessárias. Naquela época a liderança das duas principais jogadoras do país, mudava técnico e discutia valores que hoje são desconhecidos ou puramente ignorados pela nova geração. A derrota era superada pela força de um grupo desbravador.Hoje, a sensação de baixo comprometimento é visível.

A nova geração jogou no Mundial pela primeira vez um evento internacional, sem preparo, sem intercâmbios. Uma renovação que começou em 2011 e não evoluiu. Esse time que  se apresentou é o que temos de melhor, e é com esse time que vamos disputar os jogos olímpicos. Mas a pergunta que fica é: se hoje temos estrutura melhor do que ontem, por que o basquete não evolui? Se o Brasil é tão grande, por que a dificuldade em encontrar Paulas e Hortências?

A própria Paula explica que nunca existiu uma geração tão inativa como a atual. Nossos jovens interagem online e poucos se dedicam ao esporte. Paula conta ainda que há 10 anos está à frente do Instituto Passe de Mágica, que leva às comunidades carentes a influência mágica do esporte na vida das pessoas. “Com o esporte, aprendi os segredos da vida, a ter determinação e valorizar um mundo real de perdas e ganhos. O esporte molda caráter e dignifica” declara.

O Brasil continua sendo o país do futuro. A Copa do Mundo acabou e o futebol é o mesmo.  O legado conquistado foi apenas a certeza de que somos dóceis, alegres e cheios de esperança. Mas nada mudou.

As expectativas se voltam para o Rio de Janeiro. Paula faz sua parte. Incentiva crianças e jovens, numa luta incansável de inclusão social. Mas tem um detalhe importante e definitivo: o jovem segue ídolos, é influenciado por ações vencedoras e por líderes. O basquete precisa encontrar suas Paulas e Hortencias, antes que seja tarde demais.



Joia rara
por Sílvia Vinhas em outubro 15 , 2014 às 9:25 pm | Comente aqui.

E eis que surge em algum lugar uma joia rara, com brilho único, aquela que se destaca pela beleza dos movimentos. Que tem luz própria e ninguém consegue apagar. Neymar é assim. Como explicar?

Tem estrela, sim, e dom de Deus. Brinca com a bola, com os pés, no vai e vem de jogadas incrivelmente organizadas e orquestradas, coreografia própria de quem está no comando. Faz um, dois, três, quatro gols contundentes e indecentes de ver.

Fala a verdade, essa magia não te encanta? Tem uma força maior no comando que diz, esse vai ser craque. E ponto final. Dá pra discutir talento?

Outro dia ouvi uma menina cantar com uma voz tão perfeita que meus olhos se encheram de lágrimas. Sabe por que? Me emociona esse toque divino que por mais que se tente entender, só nos resta aceitar.

Ninguém aprende a ser craque. Já nasce craque.

Quantos Pelés, Hortencias, Ayrtons, Jordans,  Bolts, você vê por aí? São joias raras que surgem em algum lugar do planeta, pedindo licença ao mundo para brilhar e brilhar. Parece que Deus vai liberando esses talentos aos poucos, pulverizando a humanidade com toques sutis de poder.

No mundo da música,a determinação e inveja de Salieri ,não ofuscaram o brilho único de Mozart. O talento dribla a realidade. A joia rara tem brilho próprio, se sobressai mesmo pressionada, perseguida, humilhada, assustada ou enganada. Mozart morreu numa vala comum, mas seu talento foi eternizado por merecimento divino.

Tem isso também. Merecimento divino. A história nos mostra talentos desperdiçados e esquecidos.

Afinal, tem que fazer valer. De que vale o talento sem determinação e coragem?

Assistir Neymar na seleção, marcando gols, provando que é sim peça fundamental para qualquer treinador me lembrou a discussão na Copa criticando o fato de um time inteiro, o Brasil, depender de um só jogador.

Jogo pra vocês a pergunta: dá pra ficar sem Neymar?

Joia rara é isso, pra guardar e respeitar.



Champagne para brindar o encontro
por Sílvia Vinhas em agosto 27 , 2014 às 9:07 pm | Comente aqui.

O Palmeiras comemorou o Centenário com muita festa. E não é pra menos. Cem anos de histórias, de glórias e ídolos. A equipe é uma das mais tradicionais de São Paulo e se mistura com a história da cidade.

São muitos os motivos para se ter orgulho de ser palmeirense. Afinal, que outro clube no Brasil tem incríveis 10 títulos nacionais? Qual outro time já goleou seu maior rival por 8 a 0? Quem mais entrou em campo com a camisa da seleção brasileira e aplicou 3 a 0 no poderoso Uruguai? Além da enorme tradição no futebol, o palmeirense ainda tem orgulho de todos os times que vestiram a camisa alviverde em outras modalidades esportivas, como basquete e vôlei. Ser Palmeiras não é apenas um orgulho, mas um privilégio sem igual, lembra o site ESPN.com.br. E o que é melhor: tem estádio próprio desde 1920. Aliás, a nova casa do Palmeiras está espetacular e tem  localização privilegiada.

Nos dias atuais, luta para fugir de um rebaixamento que o leva onde conhece bem, a Serie B. Lembrando que o time caiu duas vezes e nunca pediu virada de mesa. Voltou na raça, em campo, honrando a camisa.

Mas em tempo de festa, os números e estatísticas ficam de lado. Ninguém quer ouvir falar da tabela na hora do brinde. Os palmeirenses saíram às ruas da capital e viraram a noite na véspera da comemoração do centenário,

Os principais pontos turísticos da cidade foram coloridos de um verde intenso com a  massa de torcedores em festa. A colônia italiana, claro, abriu as portas pra comemorar. O Boteco do Tunico, com o ilustre palmeirense Toninho Buonerba, dono do Jardim de Napoli e seu famoso polpettone,é um verdadeiro templo de homenagens ao palestra do coração. Outras cantinas, embaladas pelos molhos e pastas também se renderam ao doce sabor da alegria.

Apenas uma estava triste. Il Sogno di Anarello.

Na mesma noite de cantoria e festa, o silêncio de um grande nome da gastronomia paulista e palmeirense fanático, Giovanni Bruno. Justo ele que não deixava ninguém sair de seu restaurante sem ouvir a música Champagne, eternizada por Pepino Di Capri, cantada por ele.

Deve estar cantando lá no céu, que ficou verde, só por um instante, pra receber Giovanni.



Esporte e educação
por Sílvia Vinhas em agosto 20 , 2014 às 9:31 pm | Comente aqui.

Nessa semana entrevistei uma das melhores atacantes de vôlei que o Brasil já teve, Ana Moser. Ela fez parte da equipe vencedora que trouxe a primeira medalha olímpica para o Brasil. Desde que abandonou as quadras há 15 anos por conta de uma lesão, segue em trabalho engajado pelo desenvolvimento do esporte brasileiro.

O Instituto Esporte e Educação transforma há treze anos, a vida e o destino de milhares de crianças. São 22 estados brasileiros que já recebem esse verdadeiro movimento social. O objetivo é direcionar não só crianças e adolescentes, mas capacitar professores. É o esporte abrindo espaço para o desenvolvimento da comunidade.

Ex atletas que se empenham nesse empreendedorismo projetam um movimento que pode contribuir para um Brasil melhor. A contribuição não só social como cultural, pode mudar números e estatísticas. As porcentagens exageradas de crianças inativas apresentam resultados avassaladores para a economia do país. Praticar esporte traz além de benefícios para a saúde, uma nova realidade na Previdência.

Apesar de falar sobre esportes há 25 anos, nunca desenvolvi habilidade para praticar nenhum. Faço academia para manter a forma, mas fui uma a menos no mundo esportivo. Minha falta de capacidade se deu pela baixa autoestima que adquiri no Colégio, onde o bullying sofrido me deixava fora das atividades. Eu não era escolhida nem pra jogar “queimada”, lembram desse jogo? Ana Moser explicou que são pessoas como eu, sem aptidão nenhuma, o verdadeiro alvo do Instituto. Nas comunidades carentes, baixa autoestima significa caminho errado para jovens. E é exatamente esse sentimento que o esporte resgata.

Em outros países mais desenvolvidos, Escola e Esporte seguem juntos. Aluno não precisa parar de praticar o esporte favorito para estudar e se formar. Pelo contrário. Quem é bom em algum esporte consegue estudar nas melhores Escolas e Universidades.

Ás vésperas de mais um grande evento, já passou da hora do Brasil tratar o esporte com o respeito que merece. Depois do 7 a 1, um vexame olímpico será difícil de aguentar.



Geração de Prata faz 30 anos
por Sílvia Vinhas em agosto 14 , 2014 às 5:46 pm | Comente aqui.

Jornada nas estrelas…Viagem ao fundo do mar…esses eram os nomes dados aos saques de Bernard e William, no vôlei.  Montanaro, Renan, Bernardinho, nomes que mudaram a historia do vôlei nacional. A geração campeã de prata comandada por Bebeto de Freitas tinha Bernard, William, Amauri, Badá, Montanaro, Renan, Bernardinho, Domingos Maracanã, Xandó, Vinícius e Rui Campos do Nascimento

Eles foram prata nos Jogos Olimpicos de Los Angeles em 1984, mas para o Brasil que não admite ser vice em nada, aqueles meninos eram ouro.

A paixão brasileira pelo vôlei não foi paixão, foi uma febre. Eles eram perseguidos e amados por onde fossem. Um grupo que mais parecia uma banda de rock. As mulheres gritavam, choravam, rasgavam as roupas, se escondiam em hotéis, uma loucura. Quando entravam em quadra, cada movimento vinha acompanhado de gritos e histerias. O momento de grande emoção era quando Bernard se preparava para dar o saque Jornada  nas Estrelas. A plateia extasiada fazia junto o percurso da bola, que ia mesmo até às estrelas e desconcertava o adversário.Tudo começou em Santos, com Luciano do Valle organizando um torneio de quadra, na praia do Boqueirão. Ele reuniu os principais nomes da época. A partir daí Luciano conseguiu transmitir as partidas pela TV, e o vôlei foi ganhando destaque. Pirelli e Atlântica Boavista, eram as maiores e melhores equipes.

O auge de tudo foi o Grande Desafio de Volei no Maracanã. Brasil e URSS com mais de 95 mil pagantes. Um recorde de público até hoje para um esporte olímpico.

E eu estava lá, nessa multidão. Vivi cada emoção. Eu estava lá também em Los Angeles. Chorei, lutei e vibrei cada ponto. O vôlei fez parte da minha vida pessoal e norteou por um bom tempo minha carreira esportiva. O vôlei brasileiro comemora uma grande conquista. E eu também.



o rei das pedaladas
por Sílvia Vinhas em agosto 6 , 2014 às 10:40 pm | Comente aqui.

Não faltam motivos para Robinho ser considerado um ídolo da torcida do Santos. Revelado na Vila Belmiro, o atacante conquistou dois Campeonatos Brasileiros, uma Copa do Brasil e um Campeonato Paulista. Além disso, nunca perdeu para o Corinthians, maior rival. Acima de tudo, o Rei das Pedaladas jamais escondeu o amor que sente pelo clube que o revelou. Agora, ele está de volta: chegou ao Brasil para contrato de empréstimo por um ano.

As negociações se arrastaram, deram voltas, mas tiveram um final feliz .Com a liberação do Milan, da Itália, Robinho fica no Peixe até agosto de 2015 – ele pode sair em janeiro caso seja vendido na próxima janela de transferências.

Considerado uma das grandes revelações do futebol brasileiro,Robinho foi para o Real Madrid, da Espanha. Em 2010,numa negociação envolvendo planos de marketing, o Santos repatriou o jogador, que estava no Manchester City, da Inglaterra, por empréstimo de seis meses. Depois, o sonho acabou e ele se transferiu para o Milan, onde oscilou entre o banco de reserva e o time titular. Nesse período, o Santos tentou diversas vezes repatriar o jogador, sem sucesso e com direito a troca de farpas entre o atacante e o ex-presidente Luis Alvaro Ribeiro. Agora, as duas partes já chegaram a um acordo e colocaram um ponto final na “novela”

Fica a expectativa da volta pra casa. Nunca entendi muito bem que volta é essa que é e não é ao mesmo tempo. Como se o jogador estivesse no aeroporto, em trânsito, entre um destino e outro. Sente o cheiro da terra adorada, mas não pode tirar o tênis. A sensação do empréstimo é de que um dia a conta será paga e a brincadeira acaba. É de sentir o gosto de uma realidade irreal. Empréstimo pra mim deveria ser proibido. O jogador fica sem identidade, sem camisa pra suar, sem hino para saudar. Mata a saudade de casa, sempre sabendo que vai embora.

Tem um peso na frase “voltar pra casa”. Só quem volta pra casa de verdade sabe o que estou dizendo. É voltar na plenitude, acalmando a alma e dormindo em paz. É desfazer as malas e colocar as coisas no lugar. É tirar o tênis e colocar o pé na mesa. É sentir os cheiros, reconhecer os sabores, e simplesmente descansar.

O torcedor também sofre com isso. Uma apatia mútua não permite entrega verdadeira. É empréstimo, então não é de verdade. Nem jogador nem torcedor se permitem a troca calorosa de admiração e entrega. Um abraço vazio com tempo pra terminar.

Sei que nada é definitivo nessa vida, mas quando se vive uma situação, é preciso que seja plena de corpo e alma. Nada é eterno, e sabemos que qualquer contrato pode ser desfeito da noite para o dia no imponderável mundo de surpresas que é a vida. Para suportar isso temos a vantagem do mistério e do desconhecido.

Mas, se você já sabe o final da história, que graça tem? Imaginem entrar na vida de alguém por empréstimo? Receber um filho por empréstimo? Viver um grande amor por empréstimo?

Por isso, Robinho, que tal voltar pra ficar?



O poder da reconstrução
por Sílvia Vinhas em julho 23 , 2014 às 10:52 pm | Comente aqui.

Em junho de 2013, o Brasil parou. Adultos, crianças, jovens, trabalhadores, aposentados, gays, simpatizantes, ninguém ficou imune aos protestos por um Brasil melhor. Depois, várias tentativas, revoltas, vândalos, sem sucesso e o  “não vai ter Copa”, serviu mesmo para afugentar muitos turistas em 2014.

Os brasileiros, nós jornalistas, o mundo de certa forma, esperavam sim um início, uma mudança radical após a Copa ,mas parece que o Brasil está fechado na bolha do conformismo.

Até queremos mudar a política do país, demitir políticos corruptos, fechar de vez o impostômetro, nivelar a igualdade social, reformar hospitais, enfim, reconstruir. Mas falta engajamento, vontade de colocar a mão na massa, de arregaçar as mangas.

Tem momentos na vida que sabemos a importância da mudança, mas não como fazê-la. Estamos às vésperas de uma Olimpíada em casa e não aprendemos com os erros. O padrão Fifa virou pó e a realidade grita no transporte, na segurança, no respeito ao próximo, nem que seja na marra.

Mesmo emblemático, o 7 a 1 que levamos da Alemanha tem que servir para alguma coisa. Não dá pra ser destroçado, nem no campo, nem na vida e não transformar erro em caminho. Quando o novo técnico da seleção foi anunciado, não pensei nas vantagens e desvantagens desta escolha e sim na tristeza que é perceber o quanto nosso poder de reconstrução ainda está estagnado. Não aprendemos nada com a lição da Alemanha.

Queremos o novo mas não ousamos. Sofremos complexo de nação emergente e a síndrome de eterno país do futuro. Será que somos culpados?
Afinal, não passamos por guerras, conflitos, lutas, tsunamis ou furacões.
Como aprender a valorizar o que nunca sofremos?
Precisamos sim entender que não basta recolher a bandeira só quando perdemos o jogo.

Sou como Poliana, faço o jogo do contente na tentativa de sempre me posicionar de maneira positiva frente às adversidades, mas concordo com o Gato da Alice no país das Maravilhas: “para quem não sabe aonde vai, qualquer caminho serve”.



Sem maniqueísmo
por Sílvia Vinhas em julho 2 , 2014 às 11:42 pm | Comente aqui.

Os catastrofistas de plantão pulverizaram o pessimismo e o medo em tempos de Copa. O ufanismo brasileiro bateu de frente com previsões mais que negras, colocando em duvida e pautas, a capacidade do Brasil como anfitrião.

Bom descobrir que entre o céu e a terra, entre a realidade nua e crua do bem e do mal, tem nuances, tem sutilezas, e o meio termo abastece a vida na linha tênue das previsões precipitadas. Não é questão do bem e do mal, se a Copa foi boa ou não,  ressaltar agora quem tem razão, e sim entender o que está acontecendo com o Brasil.

Nunca vi o país tão lindo.

O Soft Power brasileiro na Copa é a bola da vez, um laboratório de experiências em algo imensurável como legado, a alegria. O poder suave brasileiro definiu nossa competência com a cultura, com as imagens, os sorrisos e a paciência, em oposição a balas perdidas e a violência.

A Copa humanizou as empresas e mexeu com o modo de administrar. Djs, massagistas, musica, churrasco, horários alternativos, tudo providenciado para que os funcionários curtissem os jogos da seleção.

O contestado padrão FIFA virou sinônimo de coisa bem feita. Já encontrei pela cidade cachorro quente padrão FIFA e até borracharia padrão FIFA. O brasileiro descobriu que pode ir além, ser mais, ter excelência e valoriza agora um novo padrão de entrega.

O Brasil aprendeu a olhar o turista, a admirar a extravagância das roupas, a respeitar as diferenças e a ter orgulho do que Deus nos deu. Evoluímos pelo amor e não pela dor.

E como descobrimos tudo isso?

A gente tem esse jeito quebrado, sem estrutura, a gente vai na contramão mesmo, sem saber o que fazer, mas somos assim. Não que a gente ache que está certo, mas esse é o nosso jeito de fazer as coisas. A vitória não foi dentro das quatro linhas, foi do povo e até da seleção. Demos um abraço em nós mesmos e estamos adorando ser protagonistas.

Como disse Pablo Neruda, “ É caminhando que se faz o caminho”.




 












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