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Itaquerão ou Estádio do Corinthians?
por Sílvia Vinhas em abril 16 , 2014 às 9:16 pm | Comente aqui.

O presidente do Corinthians, Mario Gobbi, recebeu da construtora responsável pela construção do estádio em Itaquera a placa de conclusão das obras do estádio que sediará a abertura da Copa do Mundo 2014.
Ainda que falte muito trabalho no local, oficialmente a obra está finalizada. Porém, de acordo com a construtora Odebrecht, a instalação de cadeiras e da estrutura provisória que será montada para o mundial não são de sua responsabilidade, por esse motivo o estádio está sendo entregue. Para André Sanchez, ex-presidente do clube e responsável pela obra, não há motivo para se preocupar. Segundo ele, todos esses itens que restam ficarão prontos em menos de um mês.Durante a cerimônia de entrega, o ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez apresentou um cronograma de eventos no estádio antes do clube passar a arena para a Fifa. No dia 26 de abril, crianças visitarão o estádio. No dia 1º de maio, haverá um jogo entre operários e funcionários que trabalharam nas obras. O primeiro jogo oficial está marcado para 17 de maio, entre Corinthians e Figueirense, pelo Campeonato Brasileiro. Os eventos, no entanto, ainda não estão confirmados. O Corinthians aguarda um novo laudo do Corpo de Bombeiros constatando que o estádio é seguro para poder começar a utilizar a arena.

Os Corintianos de plantão, literalmente, estão mais indignados com tudo isso do que felizes. Há uma desconfiança total no resultado final. Além do estádio inacabado, o entorno está bem cru. Pavimentação e aumento das ruas e avenidas, melhorias no transporte público local ainda são motivos de espera e preocupação,  com o agravante da região ser rodeada por  favelas ,proporcionando um aumento da criminalidade e prostituição.

O Estádio do Corinthians está sendo esperado desde 1988 é o que relembrou a vice-prefeita da capital paulista Nádia Campeão.

“Em 1988, o metrô chegou aqui, e a estação se chamava Corinthians-Itaquera. Itaquera já estava aqui, mas o Corinthians era um sonho. Havia o terreno ao lado, mas ter o Corinthians era apenas um sonho. Anos atrás, isso aqui era um bolo de terra, uma passarela que acabava em lugar nenhuma. Em 2014, após três anos, isso recebe uma transformação incrível”

E que transformação! O estádio é uma realidade e está lindo! Suntuoso! Um luxo em todos os detalhes. Vamos acreditar que até a estreia de Brasil e Croácia, a nuvem negra dê lugar ao brilho da festa, as dúvidas se transformem em certezas, e que os brasileiros tenham orgulho e reconhecimento.

Estádio do Corinthians ou Itaquerão…não importa o título e sim a história que esse sonho vai contar.



Equilibrio emocional
por Sílvia Vinhas em abril 9 , 2014 às 9:39 pm | Comente aqui.

O controle das emoções é a principal característica do sucesso. No amor, na vida, no trabalho, o equilíbrio emocional faz a diferença. Em um mundo nivelado a todos com o poder da tecnologia e a globalização, o conhecimento e a informação cada vez mais ao alcance do planeta, tem na emoção, o verdadeiro diferencial. Sempre acreditei que a experiência seria a chave do equilíbrio, mas o amadurecimento da alma não blinda as emoções. Não controlamos o medo, a ansiedade, o ciúme, a paixão. No mundo do esporte, o atleta brasileiro sempre me pareceu emocional demais, saudoso demais, vulnerável demais. Nosso sangue latino corre nas veias na temperatura certa da explosão. Comemoramos e choramos no mesmo tom, brigamos e agradamos na mesma linha de conduta. O brasileiro tem no samba e no futebol a magia da alegria. E o máximo do futebol está próximo, mais uma Copa do Mundo. E ela é aqui, no Brasil. Temos a pressão de ganhar, sempre, mas a cobrança é maior. Entrevistei essa semana a psicóloga Suzy Fleury, especialista em fortalecer o equilíbrio emocional de vários jogadores. Suzy diz que “mesmo que seja uma final, o atleta precisa entrar em campo como se estivesse jogando no quintal de casa. Ficar à vontade é um fator muito favorável. Ele mostra que o jogador está confiante”. E completa; “num grupo como o da seleção, é preciso trabalhar três fatores: capacidade de enfrentar desafios, atitude mental positiva e a busca das metas da equipe. É preciso entender que a história e o currículo ficam para trás quando se entra em campo. Lá dentro estão apenas os onze jogadores que vão lutar por seu objetivo”. No campo e na vida o jogador tem que ir além da concentração e lidar com todas as situações. A preparação física, as condições de trabalho, tudo conta. Mas numa decisão só existe um momento. E se doutrinar a emoção é um exercício, quem consegue é um vencedor. Em esportes de alto rendimento, perder um pênalti ou uma classificação, uma medalha, um título, pode frustrar um país inteiro. Na vida, o fracasso tem um efeito devastador. Ou propulsor! O erro é terapêutico e ensina. Mas tem horas, meu amigo, que você não pode errar. São aqueles momentos que mudarão o resto de sua vida, e que por mais que você se arrependa e tente consertar, não voltam mais.



Fábrica de talentos
por Sílvia Vinhas em abril 2 , 2014 às 9:51 pm | Comente aqui.

Melhor campanha e melhor ataque do Campeonato Paulista, o Santos coloca no currículo mais uma final. Quem sabe mais um título?E joga com a alegria de mais uma geração formada em casa. Os Meninos da Vila viraram sinônimo de talento e habilidade. Robinho, Diego, Ganso e Neymar. Sem falar de Pelé, que começou no clube aos 17 anos.

E uma nova safra faz do Santos, merecidamente, o melhor time do Campeonato. O que pouca gente sabe é que , no Santos, investir na base não é uma escolha, é lei. O estatuto do clube determina que 10% da receita tem que ser usado no futebol de base. São 92 escolinhas franqueadas, 64 só em São Paulo. No Brasil, são 34 espalhadas por todo o país e outras quatro pelo mundo. Paraguai, Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão. Além das franquias, o clube tem 8 olheiros distribuídos em diferentes regiões brasileiras.

Um detalhe importante é o sincronismo de ideias e objetivos. O Santos tem 7 categorias de base. Do Sub 11 ao Sub 20. Até um ano e meio atrás, cada equipe jogava a sua própria maneira e hoje existe uma orientação para que todos tenham a mesma tática e o mesmo estilo de jogo usado pelo time profissional. Brilhante, não?

Outro diferencial é o Futsal. Neymar, Robinho e Gabriel passaram por lá. E desenvolveram habilidades que o Santos mais gosta:são rápidos, ofensivos e habilidosos.  Mesmo quando o jogador é escolhido para jogar no profissional, continua a praticar no Futsal a arma infalível e marca registrada do time da Vila: rapidez e agilidade. Alguém consegue esquecer os dribles desconcertantes de Robinho? E a agilidade de Neymar?

E a cereja do bolo vem da experiência. Uma pitada de sensibilidade na escolha dos novos talentos. Ouvir ex jogadores, sábia decisão que os orientais seguem numa tradição milenar. Foi o mestre Zito, ex volante, que descobriu Robinho, Neymar e agora Gabriel.

Os meninos da Vila são jovens e irreverentes, sem medo de errar. Pequenos diamantes lapidados a espera do sucesso.



Qual o segredo de Pep Guardiola?
por Sílvia Vinhas em março 26 , 2014 às 9:43 pm | Comente aqui.

O Bayern de Munique manteve seu título de campeão alemão batendo recorde e exibindo estatísticas impressionantes. A campanha do novo treinador, Pep Guardiola, é quase perfeita: 25 vitórias em 27 partidas disputadas até agora. Aliás, Guardiola se transformou no técnico mais regular e vencedor dos últimos tempos. Desde que assumiu o Bayern, foram 43 partidas, 27 vitórias, 4 empates e apenas duas derrotas.

O talento de Guardiola se consolidou graças ao fato de ele ter tido bons treinadores quando jogava, como Johan Cruyf e Louis Van Gaal. Entretanto, além de jogador, Pep descobriu seu talento para liderar, ou melhor, para desenvolver talentos. A revista HSM Management de março/abril traz uma matéria com o treinador intitulada “o líder que você queria ser”, provando que existe relação entre futebol, a paixão nacional, e a liderança.

Quando assumiu o Barcelona em 2008, deu o seguinte discurso: “Perdoo que joguem mal, mas não que não se esforcem”.  Ele soube transformar o talento individual em coletivo, colocar as estrelas a favor do grupo. Além disso, soube desfazer-se de personalidades egocêntricas, como o português Deco, o brasileiro Ronaldinho, e o camaronês Samuel Eto’o, considerados “tóxicos”, geradores de ambientes negativos. Guardiola acreditava que esses jogadores tinham pouco compromisso com o clube, jogavam para si mesmo, e por esse motivo, foram despedidos.

A liderança vem acompanhada de uma série de habilidades que as pessoas precisam desenvolver para estarem à frente em suas organizações. Incentivar o trabalho em equipe, praticar a generosidade, ter serenidade na hora de punir, inteligência emocional para lidar com as situações do cotidiano e por fim humildade, – mãe de todas as virtudes – podem ser interpretadas como as principais características.

Para que possamos estabelecer uma relação de longo prazo, seja com um grupo de jogadores ou colaboradores de uma organização, é necessário respeito e firmeza com os próprios princípios e os da instituição.

Por fim, qual é a lição que fica de tudo isso? Seja no futebol ou dentro da sua empresa, as pessoas precisam ter atitude e compromisso, pois são essas as características mais valiosas. Muito mais do que habilidade. Lembrem-se, conhecimento e habilidade podem ser aprendidos, mas o compromisso e atitude fazem parte da essência de cada um.



Etica ou estratégia?
por Sílvia Vinhas em março 19 , 2014 às 9:34 pm | Comente aqui.

Até que ponto existe a entrega do jogo? Estratégia ou atitude antiética?

Entregar o jogo pra mim tem um nome: desmotivação. Não acredito em estratégia. Até porque, como avaliar uma equipe vencedora que usa a derrota como objetivo? Como motivar um time de profissionais moldados muitos deles em desafios no campo e na vida, a entrar no jogo buscando a derrota?

É difícil para uma leiga como eu entender. Não sou técnica,mas acredito no poder do grupo, da determinação e força de vontade. No esporte e na vida,acredito que muitas vezes temos que recuar sim, dar aquele famoso passo para trás para dar dez pra frente, e esperar a melhor hora de reagir. Acredito na perseverança e na luta diária de sacrifícios. Acredito que nada, absolutamente nada vem de graça a não ser o fruto do trabalho.

E, infelizmente quando vem fácil, não valorizamos. Não por inexperiência, mas pela qualidade que depositamos naquilo que não nos chega pelo esforço. Entregar o jogo é desvalorizar a própria capacidade e o poder de ultrapassar limites. É desvalorizar o adversário que está ali para ser vencido, ultrapassado e superado no crescimento da conquista.

De que vale vencer em cima da miséria, da desgraça, do sofrimento do outro? De que vale vencer uma batalha onde todos são perdedores? Perder e saber perder, e principalmente assumir o erro, é talento dos corajosos. Quem vence enganando, trapaceando, ludibriando, perde a visão maior da vida que é ganhar como um vencedor.

Não há torcida nem campeonato que mereça um resultado chulo, sem brilho e sem legitimidade. Resultado contestado coloca em dúvida a seriedade dos jogadores e a credibilidade da competição. Seja de que lado for, acredito em trabalho e onde não há trabalho a derrota sempre assombra.

E transferir a responsabilidade da derrota então, nem os Deuses mais poderosos perdoam.



Verdadeira Copa do Brasil
por Sílvia Vinhas em março 12 , 2014 às 10:30 pm | Comente aqui.

A desigualdade social no Brasil é o tema da vez na imprensa e discussões mundiais. Nas redes sociais, imagens revelam uma situação constrangedora do país do futebol às vésperas de receber a Copa do Mundo. O atraso na entrega dos estádios, a infraestrutura inacabada das cidades-sede, invertem a expectativa para muito mais um verdadeiro vexame dos que às glórias da realização do Mundial.

Em Paris, Pelé garantiu que faremos um evento inesquecível e único. E assim esperamos. Mas enquanto a Copa do Mundo não chega, temos outra começando. A verdadeira Copa do Brasil.  É numa competição como essa que paramos de olhar para o próprio umbigo. Acostumados com os grandes times em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio grande do Sul, Bahia, esquecemos que o Brasil é muito maior. O país do futebol se restringe aos grandes centros, infelizmente. E é nessa competição que somos apresentados a cidades até então totalmente desconhecidas.

Os oito estreantes da Copa do Brasil neste ano são Paragominas (PA), Barbalha (CE), Lagarto (SE), Goianésia (GO), Tombense (MG), Duque de Caxias (RJ), São Luiz (RS) e Lajeadense (RS). A escolha nos confrontos destes times é muito clara: dinheiro e divulgação. Grandes talentos aproveitam a importante chance de serem vistos.

A longevidade na competição pode custar longas viagens e muitas vezes ostracismo total. Já alguns não se importam com a classificação. Querem simplesmente receber um dos clubes grandes na cidade e faturar. Caso da equipe do Vilhena, que recebeu o Palmeiras, em Rondônia. Só pra vocês terem uma ideia da disparidade social, a folha salarial do Vilhena é cerca de $80 mil reais, valor correspondente ao salário de um único jogador paulista, o  lateral Wendel do Palmeiras.

A realidade, meus amigos, é que tanto a Copa do Brasil como o Mundial escancaram o verdadeiro país do futebol. Somos vários países dentro de um só. Várias culturas, idiomas, histórias e povos. Quem vive no Sul não é nem de longe o mesmo brasileiro que vive no Norte ou Nordeste. Uma miscigenação intensa, real, que nos alerta.

Não somos o país do futebol, somos sim o país de um só coração querendo jogar futebol. Mas para o jogo ser leal, é preciso jogar limpo, para os dois lados.



O futebol está voltando pra casa
por Sílvia Vinhas em março 5 , 2014 às 8:45 pm | Comente aqui.

O carnaval acabou e abre alas para a Copa do Mundo. De Zico a Ayrton Senna, a Sapucaí soltou o samba no brilho de som e cores. O futebol foi homenageado na figura do eterno ídolo do Flamengo, com grandes nomes desfilando. Rivelino foi destaque, e outros tantos que levantaram a arquibancada. A emoção da torcida eternizada no grito, de um povo famoso por não ter memória, mas que agradece no samba. A magia do ritmo das passistas, da beleza da mulher brasileira, da cor negra e branca, na música embalada como mantra, que conta a história e encanta. Como não ser contagiado. Entre a concentração e a dispersão, milhares de foliões esquecem os problemas e simplesmente se deixam levar. O samba nivela, assim como o futebol. Na avenida e no estádio não tem classe social nem hierarquia. Empresário abraça estagiário, que comemora com o gerente, gari celebra com a gente, varrendo o samba que foi e limpando a avenida para o samba que vem. Assim como no futebol, o tempo do samba passa e a gente não vê, refém do cronômetro que a gente vê. Na passarela do samba a magia do esporte da bola contagia mais que a História do Brasil, do folclore, das lendas e crenças. Quando a escola desfila, o canto é um só, mas a competição, a torcida e a rivalidade dão o tom dos grandes clássicos. Incrível a criatividade incessante, a capacidade que o brasileiro tem de inovar e renovar muitas vezes em cima do óbvio. Somos insuperáveis no samba e na bola, num balé que o mundo se rende e aprende. E por que não querer mais? Se o futebol está voltando pra casa vamos recebê-lo de braços abertos no abre alas da indignação. Não queremos protestar e sim aplaudir. Temos orgulho de nossas raízes e conquistas. Alguém aqui quer apresentar uma Copa do Mundo sem padrão Fifa? Não é preciso cobrar, fiscalizar, é preciso sim conscientizar que seremos os melhores em tudo, se nos deixarem ser. Na avenida e no campo, esquecemos os problemas com samba e futebol, mas até quando?



Medalha de ouro e o país olímpico.
por Sílvia Vinhas em fevereiro 26 , 2014 às 10:55 pm | Comente aqui.

Como definir um país olímpico? Pelas medalhas de ouro que conquista? É  justo considerar um país uma potência olímpica apenas pela conquista de suas medalhas de ouro? Vale lembrar que os Jogos Olímpicos são uma competição de seres humanos, e não de nações. Ao menos assim idealizou seu criador, o barão de Coubertin, há mais de 100 anos. Não há nenhuma norma estabelecida pelo COI, ou pelo Comitê Olímpico Brasileiro, quanto a países vencedores, seja por medalha de ouro ou pela conquista total de medalhas. A posição da Carta Olímpica é bem clara: o Comitê Olímpico Internacional e os Comitês Olímpicos nacionais não estabelecem qualquer classificação global por país. Assim sendo, será que o modelo de classificar os países pela conquista de medalhas de ouro, ou o modelo da somatória do ouro, prata e bronze pelo atual critério adotado, reflete os ideais olímpicos e atende à dimensão do esporte na sociedade atual? Começa pela discriminação em dois tipos de classificação, ao adotar critérios diferentes para esportes individuais e esportes coletivos. Por que nos esportes coletivos a contagem é de apenas uma medalha e nos esportes individuais a contagem é por prova? Voleibol e atletismo são duas modalidades de esporte. Contudo, o número de medalhas para contagem de classificação é diferente, em que pese cada atleta receber uma medalha. Por que essa discriminação com os esportes coletivos? Por que essa exacerbação com os esportes individuais? Por que nos revezamentos, nos conjuntos (ginástica rítmica, esgrima etc) e nas duplas (nado sincronizado, saltos ornamentais, tênis e tênis de mesa) considera-se apenas uma medalha para efeito de contagem quando, de fato, são distribuídas e entregues medalhas a cada atleta? Poderíamos instituir um novo critério para classificação dos países nos Jogos Olímpicos a partir da edição no Brasil. Observando os preceitos da Carta Olímpica, a contagem deve levar em conta o número total de medalhas conquistadas por atletas, independente de ser de ouro, prata ou bronze, não discriminando ou diferenciando os esportes individuais e coletivos nem as duplas ou conjuntos e sim as medalhas distribuídas. Essa é a indagação do Conselho Federal de Educação Física, a CONFEf, já pensando nos Jogos Olímpicos do Brasil. De minha parte complemento a indagação com uma reflexão. Os grandes vencedores dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi foram os Russos. Até que ponto podemos considerar a Rússia um país olímpico? A prática do esporte é um direito do homem. Todo e qualquer indivíduo deve ter a possibilidade de praticar esporte, sem qualquer forma de discriminação e de acordo com o espírito Olímpico, o qual requer o entendimento mútuo, o espírito de amizade, de solidariedade e de fair play. A discriminação, o preconceito e a violação explícita dos direitos humanos praticados na Rússia, ferem como lanças o princípio olímpico. Em Sochi, os atletas fizeram sua parte, mas a Rússia como potencia olímpica, foi para o pódio como bijuteria barata.



Eterno país do futuro?
por Sílvia Vinhas em fevereiro 19 , 2014 às 8:48 pm | Comente aqui.

Os problemas em relação aos preparativos para a Copa do Mundo no Brasil foram tema de uma reportagem do jornal inglês “The Guardian”. Atrasos na entrega das obras, o consequente aumento das mortes de operários, e o temor por protestos violentos são os principais pontos explorados pelo jornal britânico. A reportagem revela que a Fifa pretendia mostrar que a terra condenada para sempre a ser o “país do futuro” tinha tido a chance de mostrar ao mundo que a vez agora era do Brasil. Mesmo que alguns problemas fossem esperados, dado  o estilo de vida descontraído do país, a expectativa era de que o Brasil organizasse a melhor festa já vista pelo torneio. Infelizmente, até mesmo para nós brasileiros, as notícias pioram. O jornal destaca que o desperdício de vidas e dinheiro na construção de elefantes brancos, que terão pouca utilidade após o evento, são indicados como responsáveis pelo aumento da fúria nos protestos de rua. As manifestações que antes eram pacíficas e não tinham nada a ver com futebol, estão cada vez mais sangrentas e com gritos de ordem “não vai ter Copa”. O que se vê é uma população revoltada com a realização do Mundial, diante da vergonhosa situação de infraestrutura oferecida. Sim, nós estamos com vergonha. Temos orgulho de ser o país do futebol e queremos mostrar ao mundo essa realidade, mas com organização. E o tal legado? E o principal objetivo do evento que é desenvolver o país anfitrião? Para os brasileiros, a Copa traz gastos públicos, falta de infraestrutura e falta de projetos sociais. O The Guardian destaca o descompasso da forma como o evento é visto pelos políticos de Brasília e a população nas ruas e o pouco tempo que resta para que as duas visões sejam alinhadas. Confesso que o país do jeitinho e da última hora pode surpreender, mas a que preço? Mostraremos ao mundo uma Copa maquiada, como foi na Africa do Sul? Finalmente os brasileiros estão tomando um banho de realidade. Ironia ou não, estão acordando, justamente com o futebol.



DESAFIO GELADO
por Sílvia Vinhas em fevereiro 12 , 2014 às 8:51 pm | Comente aqui.

Os jogos de inverno de Sochi acontecem em meio a polêmicas e protestos. Até o gelo é escasso. No contraste do branco da neve, o poderio bélico ostentado pelo governo Russo afasta os torcedores. Mesmo controverso, os Jogos chamam a atenção mundial. Seja pela segurança, pelo repúdio aos gays ou caça aos cães. Com mão de ferro, Putin desenha o futuro pleno de líder poderoso. Antes do início das competições, tratou de limpar a área.Tentou diminuir a imagem pública ruim do país perante o mundo, tomando atitudes com o perdão do milionário e adversário político Mikhail Khodorkóvsky, concessão e anistia para as integrantes da banda Pussy Riot, para os membros do Greenpeace presos no Artico e a decisão de anular a lei que proibia protestos durante os jogos em Sochi. Nosso contato com a neve é quase romântico, e nada real. Acompanhamos os esquiadores e patinadores com um certo encantamento, é verdade, mais como curiosidade do que interesse concreto. Dá pra imaginar, em pleno verão, o brasileiro ligado  na descida de ski, com churrasco e loira gelada? O Brasil vive o clima de Copa e nossa preocupação maior está em fazer a lição de casa. Para nós brasileiros, o distanciamento só não é maior nessa competição, pelo quase ato de heroísmo de alguns atletas brasileiros. A delegação é composta por 7 mulheres e 6 homens. A equipe do Bobsled, teve muito trabalho para lixar, limpar e envelopar os trenós com uma capa de material plástico. Ficou bonito mas simboliza despreparo. Somos a sensação em Sochi pela criatividade, coragem e determinação, ao mesmo tempo que  estampamos ao mundo nossas limitações. O treino antes de embarcar foi no Ibirapuera! Inacreditável. Nem uma nevezinha falsa pra animar o grupo. Os guerreiros brasileiros fazem participação histórica e comemoram até o penúltimo lugar. Ninguém cobra desempenho. Merecem só aplausos. Afinal, neve não é nossa praia. Mas espere só quando a Copa do Mundo chegar… Será que aceitaremos menos que o título?




 












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