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OS PODEROSOS DESEMPREGADOS
por Sílvia Vinhas em maio 20 , 2015 às 8:37 pm | Comente aqui.

Os clubes brasileiros passam por um período de adaptação e crise. Com medidas de austeridade, tentam ajustes que gerem receitas e resultados. A saída da Libertadores de São Paulo e Corinthians gerou prejuízo em todos os setores. Renda, público, prestígio e números em queda livre.E os considerados melhores técnicos do Brasil estão desempregados. Não por incompetência ou falta de espaço,mas o teto salarial em que se colocaram desequilibram o mercado.

Como, em tempos de crise, bancar uma comissão técnica que chega a beirar $1 milhão de reais? O que adianta valer muito se não há quem pague?

Em outubro de 2014, a consultoria “Pluri” divulgou estudo com o salário dos técnicos dos 12 grandes clubes do Brasil. Menos de sete meses depois, nove dos “ricaços” da última temporada estão desempregados, número completado com a saída de Luiz Felipe Scolari do Grêmio.

E vamos a alguns números mostrados nessa pesquisa: na reta final do Brasileiro de 2014, quando o levantamento foi publicado, Felipão ostentava o quinto maior salário entre os técnicos do Brasil, recebendo R$ 350 mil mensais. O gremista tinha a mesma remuneração de Vanderlei Luxemburgo, do Flamengo, uma das exceções e ainda hoje empregado.

Assim como o treinador do Flamengo, ainda estão trabalhando Marcelo Oliveira, do Cruzeiro, recebendo R$ 450 mil mensais (4º lugar em 2014) e Levir Culpi, do Atlético-MG, com R$ 300 mil/mês (7º).

Os três comandantes que encabeçaram o ranking, por outro lado, com o mesmo salário de R$ 500 mil por mês, estão fora do mercado: Abel Braga, que, em 2014, comandava o Internacional; Mano Menezes, ex-Corinthians; e Muricy Ramalho, ex-São Paulo – o último a deixar o emprego entre os três.

Com salários mais modestos na comparação com os pares, recebendo entre R$ 150 mil e R$ 250 mil, apareciam nesta ordem, em 2014: Ederson Moreira, Cristóvão Borges, Dorival Júnior, Vagner Mancini e Joel Santana.

O que está em discussão aqui  não é o merecimento e sim a realidade do mercado e a situação que vive o futebol brasileiro. Os técnicos estão cada vez mais ricos, e os times cada vez com menos recursos. O importante é se adaptar a realidade e focar na renovação de conceitos, de estratégias e principalmente de tecnologia.

Está na hora dos poderosos desempregados buscarem novas ideologias, investirem em reciclagem e acompanharem o movimento do mundo. Um giro rápido que não permite erros. O giro da vida.



Robinho em outro time?
por Sílvia Vinhas em maio 13 , 2015 às 9:42 pm | Comente aqui.

Ele é a cara do Santos. Depois de Neymar, claro. A ginga de Robinho que conquistou o mundo, agora já faz parte da estrutura do Santos novamente. Sem Robinho, os meninos novos e talentosos ficaram sem referência na primeira final do Paulistão contra o Palmeiras, lembram? Outro time, mais equilibrado e determinado levou o título na decisão.

Robinho rescindiu seu contrato com o Milan de forma amigável e antecipou o fim do seu vínculo para julho deste ano. Ele estará livre então para decidir deu futuro quando terminar o empréstimo com o Santos, no dia 30 de junho. Tem santista que esquece isso. Sim, em junho acaba a festa e Robinho , apesar de deixar clara sua vontade de permanecer na Vila, tem muitos interesses envolvidos, principalmente financeiros.  Pra quem não sabe, o Milan pagava parte dos salários do jogador, que giram em torno de 3 milhões de euros por ano, mais de 10 milhões de reais. Pra ficar no Santos, Robinho exige o pagamento dos direitos de imagens que estão atrasados há pelo menos 7 meses, conta que não fecha. O Santos diz que deve 3 milhões, Robinho quer sete.

Diferenças a parte, o jogador só decide o futuro depois da Copa América. Ele foi convocado e deverá se apresentar dia 1º de junho.

Se não houver acerto, Robinho pode negociar com outros clubes. Cruzeiro, Flamengo e até o futebol norte- americano estão no páreo.

Tem jogadores que vão e podem até voltar, mais experientes, mais ricos, para o mesmo time. Dá pra imaginar Kaká jogando em outro lugar a não ser no São Paulo?  Robinho em outro clube sem ser o Santos? Se um dia Neymar voltar, vem pra defender qual camisa, na sua opinião?

Alguns jogadores se misturam com a história do clube, numa fusão difícil de quebrar.

Vamos torcer.



Sem favoritos
por Sílvia Vinhas em maio 6 , 2015 às 8:38 pm | Comente aqui.

O futebol me ensinou ao longo dos anos, que a matemática e o pragmatismo só funcionam mesmo nas ciências exatas. Tomar o valor prático como critério da verdade e seguir a filosofia de resultados, não funciona numa final de campeonato. De pontos corridos até pode ser, mas nas regras do Paulistão, ou em qualquer competição com o sistema mata-mata , o que vale nas penalidades é a habilidade , o treino exaustivo da bola bem batida, o controle emocional do goleiro, e o frágil momento quando o pé toca a bola.

É aí que tudo muda. Um toque de lado, de peito, um toque carregado de emoção, um toque inseguro, um toque violento, explosivo, um toque que vem de dentro mas explode no pé. Tem também o olho no olho, o peito a peito, goleiro e jogador, cada um carregando o peso de um clube, de uma torcida. Como explicar pra alma do jogador que aquele chute é mais um, daqueles que foram repetidas vezes ensaiados nos treinos? Como explicar pra alma do goleiro que aquela bola é mais uma, de tantas que ele agarrou, matou no peito e guardou ? Na hora da descisão, o clima é outro.

Seguindo a filosofia cética do pragmatismo, quem plantou tem que colher. Tudo é resultado de um trabalho, e o misticismo que envolve  o dom de cada um não entra em campo. Treinar, treinar, treinar.A ex-jogadora de basquete Hortência quando ainda jogava,disse que antes ou depois dos treinos tinha uma meta, acertar mil arremessos todos os dias. Se contarmos que esses mil arremessos certamente não foram convertidos em sequência, muitas vezes nossa rainha ficou horas e horas buscando sua meta.

Arnold Palmer, um dos maiores jogadores da história do golfe profissional de todos os tempos  já dizia “quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho”. E depois, o super campeão Tiger Woods aprendeu a lição. Após os torneios, ficava horas, às vezes até o anoitecer, treinando e treinando.
A final do Paulistão 2015 entre Santos e Palmeiras mostrou mais uma vez que em clássico, não há favoritos.
Principalmente quando a decisão vem dos pés de um só jogador e o grito de campeão da rapidez e sorte do goleiro.



Despedida com titulo é melhor
por Sílvia Vinhas em abril 29 , 2015 às 9:07 pm | Comente aqui.

Um dia histórico para o voleibol brasileiro. As quadras do país viram pela última vez uma das melhores levantadoras da história do esporte atuar em uma partida oficial. Não foi a despedida definitiva de Fofão, que ainda atua no Mundial de clubes do dia 5 ao dia 10 de maio. A competição, porém, será na Suíça, o que deu ao jogo decisivo deste domingo um ar de muita emoção. Essa foi a despedida pra torcida brasileira.
E não havia forma melhor disso acontecer. Fofão levou o troféu de campeã da Superliga – seu décimo título nacional, considerando as conquistas que teve na Itália, na Espanha e na Turquia. De quebra, ela ainda acabou eleita como a melhor jogadora da grande decisão. Recebeu, também, uma placa de homenagem da Confederação Brasileira de Vôlei.
O mais bonito e emocionante, foi ver um time inteiro jogando por ela e para ela. Aos 45 anos, Fofão dedicou sua vida ao vôlei brasileiro e provou que uma boa atleta não precisa parar quando não quer parar.
Para chegar até aqui, no entanto, abriu mão da maternidade e é mimada pelo marido e manager João Márcio, que se dedica em tempo integral à carreira da mulher.
O futebol é o único motivo de briga entre o casal. João Márcio, que chegou a fazer teste na base do Corinthians e no São Paulo, onde treinou com Muricy Ramalho, é torcedor fanático do tricolor do Morumbi, enquanto a mulher torce pelo rival do Parque São Jorge.
Acompanhei de perto o crescimento do vôlei no Brasil, e esta é hoje, uma das mais estruturadas modalidades do país, além do futebol.
Uma nova geração chega esbanjando técnica e qualidade. Mas no sucesso tem uma equação que não muda e nem tão pouco mudará, a força da experiência.
A trajetória vitoriosa da Fofão com certeza deixa um legado. Que nunca será esquecido.



Sorte ou talento?
por Sílvia Vinhas em abril 22 , 2015 às 9:30 pm | Comente aqui.

SORTE OU TALENTO?

Os finalistas do Paulistão merecem todos os méritos por conquistarem o direito de decisão. Palmeiras e Santos se enfrentam em dois jogos, um na Arena Palmeiras e outro na Vila Belmiro. Não há questionamento quanto a isso. A frustração dos torcedores derrotados não é argumento em um torneio previamente acertado e assinado com todos os clubes antes da competição.

Quem pode reclamar? Os presidentes de clubes em comum acordo aceitaram as regras um tanto quanto injustas em minha opinião, impostas pela Federação Paulista. Adoro a adrenalina do mata-mata, mas que a competição é injusta é.

Os quatro grandes viajam, se estressam, as torcidas se desdobram para acompanhar os times, muitas vezes em cidades sem estrutura para receber os visitantes. Público e rendas pobres, estádios vazios, tudo para chegarmos às grandes finais. Essa é a hora em que os clubes finalistas podem deitar e rolar, recuperar dinheiro e público, lotar estádios, e festejar. Como pode uma equipe inteira e um trabalho ser avaliado e eliminado numa disputa de pênaltis? Sem prorrogação?

Na Copa do Brasil temos jogo de ida e de volta. Dá pra estruturar, reciclar, remanejar, treinar, trocar entre uma disputa e outra. Acredito que pelo menos as semifinais deveriam ser disputadas em dois jogos.

Como credenciar um vencedor quando uma equipe de melhor campanha e invicta é eliminada, como o Corinthians? Faz parte do jogo, eu sei, mas que é injusto é.

Falando das finais, o Santos, lógico, quer jogar em casa. Mais uma vez enfrentamos outra decisão polêmica: e a renda?

A FPF era favorável à utilização do Pacaembu no segundo jogo, já que recebe 5% de lucro dos jogos e a capacidade da arena Palmeiras (36 mil) é maior do que a Vila Belmiro (15 mil). O Santos, entretanto, reivindicou pela utilização do seu estádio e fez valer a vantagem de decidir o título na Baixada. O Palmeiras aumentou para $300,00 o preço do ingresso. O Santos deveria cobrar o dobro, já que assistir a final na Vila mais famosa será um momento único.

A sorte está lançada. Não esqueça que, também pelas regras, se houver igualdade de resultados, a decisão será por pênaltis, sem prorrogação, sem choro, sem revolta, sem questionamentos.

Quem leva desta vez? A sorte ou o talento?



Mulheres em foco
por Sílvia Vinhas em abril 15 , 2015 às 10:30 pm | Comente aqui.

Ainda existem diversos lugares ao redor do mundo em que mulheres não têm o direito de votar, frequentar escolas, trabalhar e ocupar posições de liderança na sociedade. Para a EY,líder global em serviços de Auditoria, Impostos, Transações Corporativas e Consultoria,e uma das patrocinadoras dos Jogos Olímpicos de 2016, acelerar o avanço feminino não é apenas uma questão de igualdade, mas principalmente um imperativo econômico. Estudos comprovam que mais igualdade implica maior crescimento do PIB, mais produtividade e melhor desempenho para as empresas.

Por meio de entrevistas com líderes de 400 companhias ao redor do mundo, o levantamento da EY concluiu que tanto homens quanto mulheres acreditam que uma maior liderança feminina fortalece as companhias. Cerca de 35% das mulheres ouvidas na pesquisa acreditam que boas oportunidades de crescimento são um dos fatores que mais auxiliam na aceleração da inserção feminina no ambiente de trabalho. Tanto homens quanto mulheres concordam que é na fase intermediária de sua carreira que mulheres encontram as maiores dificuldades para avançar. Em geral, é nesse momento que decidem se dedicar mais para a família e, muitas vezes, são obrigadas a abrir mão da carreira.

Tanto homens quanto mulheres concordam que por meio de medidas proativas de gerenciamento de carreiras as mulheres conseguirão promover mais igualdade de gênero no ambiente de trabalho. Mas o caminho é longo.

Ainda segundo o estudo, 64% das empresas de alta performance relatam que homens e mulheres têm igual influência na estratégia dentro das suas organizações. Entre as companhias analisadas, as que apresentam melhores resultados econômicos são aquelas que estão fazendo mais para encorajar a presença feminina, com carga horária flexível e programas de liderança voltados para o público feminino.

A disparidade entre os ganhos de salários e patrocínios no mundo feminino esportivo também é gritante. Uma ou outra atleta se destaca, mas a maioria  tem média abaixo do time masculino.

As atletas olímpicas Sandra Pires, Jackie Silva e Fabíola Molina participaram do lançamento do estudo e debateram sobre a presença da mulher no meio empresarial. “A busca por excelência que temos no esporte faz muita diferença quando trazemos para o mundo corporativo”, diz Fabíola Molina. “É muito mais fácil jogar vôlei que ser empresária”, completa Jackie Silva.

“Acho que nos negócios temos que ser apaixonadas pelo o que fazemos, assim como no esporte, e a mulher traz muita paixão para tudo o que se dedica”, afirma Sandra Pires.

A EY demonstra seu compromisso com a inserção da mulher no mercado de trabalho por meio de programas de incentivo ao empreendedorismo feminino. O foco agora tem sido recuperar no mercado atletas como Lais Souza, ex-ginasta brasileira que competia em provas de ginástica artística e ficou tetraplégica após um acidente.

A inclusão no mercado de trabalho é um dos principais desafios da Ernest Young que renova a confiança internacional em nossos talentos.



Lobo solitario brasileiro?
por Sílvia Vinhas em março 25 , 2015 às 9:41 pm | Comente aqui.

O Brasil está a 500 dias de viver um momento histórico. O Rio de Janeiro será a primeira cidade da América Latina a receber um dos maiores eventos esportivos do planeta: os Jogos Olímpicos.

Em 2016, e o tempo passa rápido, mais de 10 mil atletas disputarão 28 esportes e 38 modalidades olímpicas, destacando a inclusão do Rugby Sevens e do Golfe, esportes que não estavam presentes nos Jogos de Londres, em 2012.

Vai demorar anos, décadas, ou talvez nunca mais uma sede brasileira, ou sul-americana, seja escolhida para receber os Jogos Olímpicos. A responsabilidade faz com que o trabalho tenha que ser ainda mais impecável. O mundo estará de olho no Brasil, e nada pode dar errado.

E é aí que mora o perigo.

Setores de inteligência do governo brasileiro detectaram tentativas de cooptação de jovens pelo Estado Islâmico, para atuar como “lobos solitários” extremistas que, por não integrar as listas internacionais de terroristas têm mais mobilidade e são capazes de fazer atentados isolados e imprevisíveis em diferentes países.

Há uma grande preocupação com os Jogos no Rio, onde o evento reunirá não apenas jovens de todas as regiões brasileiras, mas atletas e visitantes do mundo inteiro. A avaliação dos órgãos de inteligência é que o maior risco para o evento hoje não são as manifestações e as greves e sim o terrorismo.

Não há a intenção de alarde, pânico ou mesmo uma teoria de conspiração. Tudo ainda está no âmbito da prevenção. O terrorismo não é crime no Brasil o que impede a abordagem dos órgãos de inteligência nas redes sociais.

Apesar dos nossos problemas internos, nosso país não pode se desconectar das ameaças internacionais. Somos frágeis e ingênuos e extremamente vulneráveis. Uma terra fértil e virgem, acolhedora e também despreparada para os problemas que atingem o mundo. Se somos grandes para receber um evento da importância de uma Olimpíada, temos que estar a altura nas leis e na segurança. Mas, principalmente, devemos proteger nossos jovens.

Que o legado dos Jogos Olímpicos seja a captação de cada vez mais atletas e não uma ferramenta para terroristas.



Indian Wells se rende a Serena
por Sílvia Vinhas em março 18 , 2015 às 9:29 pm | Comente aqui.

Como nos filmes, as histórias de superação são mais reais do que pensamos.  Em 2001, Serena e Venus Willians protagonizaram grande polêmica, que resultou em acusações de racismo por parte das irmãs. As duas se enfrentariam na semifinal de Indian Wells, mas Venus desistiu da partida. Após o episódio, Serena foi vaiada na final contra Kim Clijsters. A número 1 do mundo alegou ter ouvido insultos raciais vindos da torcida californiana. Desde então, a dupla nunca mais voltou a participar da competição.  Até agora.

A numero 1 do mundo Serena Williams voltou à quadra no deserto da Califórnia e venceu a romena Monica Niculesco. Mas isso pouco importava. No momento em que entrou em quadra encerrando um boicote ao torneio de 14 anos,  a tenista americana foi ovacionada como rainha. Quando sentiu a vibração favorável da torcida, se emocionou e mal conseguiu jogar. Mesmo descontrolada, venceu.

Serena venceu 19 títulos do Grand Slam e pelo regulamento seria obrigada a jogar em Indian Wells. Mesmo perdendo pontos por não participar do torneio em todos esses anos,  a tenista continuou firme e irredutível. A volta a Indian Wells significa um amadurecimento emocional e fecha a cicatriz amarga do racismo que sofreu.

A muralha do preconceito foi derrubada com muito esforço e dedicação. Serena, assim como a irmã, foi preparada desde pequena pelo pai para ser campeã. Uma vida de lutas e regras com um único desafio: vencer os preconceitos enraizados no continente americano. E ser a melhor. Sonho realizado e revezado por um tempo com a irmã, Venus. A dupla fez e faz história até hoje.

A ofensiva contra o preconceito teve avanços culturais, mas ainda apresenta pontas de retrocesso com constantes manifestações de racismo que envergonham o esporte mundial. Em qualquer modalidade.

Parabém Serena, por vencer essa luta que foi muito mais sua do que do tênis mundial. Infelizmente o preconceito racial ainda insiste em se alastrar como um vírus, de geração a geração. Mas mulheres corajosas e determinadas como você, podem mudar isso.



A vida é um sopro
por Sílvia Vinhas em março 11 , 2015 às 10:48 pm | Comente aqui.

Fiquei comovida pelo acidente de helicóptero no qual morreram dez pessoas na província argentina de La Rioja, entre elas três atletas olímpicos da França: a velejadora Florence Arthaud, a campeã olímpica de natação Camille Muffat e o boxeador Alexis Vastine.

Por ironia do destino, o ex-jogador do Arsenal Sylvain Wiltord e o nadador Alain Bernard que também participavam do reality show Dropped, se salvaram. Wiltord, que se aposentou em 2012 e chegou a jogar pela seleção nacional entre 1999 e 2006  havia sido eliminado em uma fase anterior do programa. Alain Bernard viveu o ápice de sua carreira na Olimpíada de Pequim, tornando-se o principal rival de César Cielo com uma medalha de ouro nos 100 m e de bronze nos 50 m. Ele embarcaria em um dos helicópteros que se chocaram, mas por questões de peso esperou um terceiro que não se envolveu no acidente.

Essas trágicas histórias me impressionam. Jovens cheios de vitalidade e esperança reféns do mistério da vida…e da morte. Me conforta saber que uma força maior, que acredito ser Deus, esteja no comando. Mas que escolha divina é essa que nos coloca na roleta russa da vida?

A mesma que salvou uma criança de um ano e meio nos Estados Unidos nessa semana. Ela sobreviveu milagrosamente a um acidente automobilístico e ficou 14 horas dentro de um carro parcialmente submerso num rio. A menina foi encontrada pendurada de cabeça para baixo, suspensa pelo cinto de segurança, logo acima da água.

Emocionantes momentos que marcam a verdadeira essência da vida na contramão de quem não valoriza cada segundo.

A morte dos atletas mostra também até onde vai a vaidade de cada um, de expor a vida e de se arriscar a barbaridades por conta de um reality show. O objetivo era desafiar a própria sobrevivência.

Um jogo sem vencedores.



Torcida do bem
por Sílvia Vinhas em março 4 , 2015 às 9:20 pm | Comente aqui.

O ano de 2014 não terminou com sabor amargo para o futebol brasileiro apenas por conta da humilhação sofrida em campo pela seleção diante da Alemanha na Copa do Mundo. O Brasil fechou o período com o título de campeão mundial da violência no futebol, com 18 mortes comprovadamente ligadas à violência entre grupos de torcedores rivais. Um número que pelo menos foi menor que o de 2013, quando 30 perderam suas vidas em incidentes do gênero.

Especialistas pregam uma política nacional de segurança pública como a principal medida para enfrentar o problema, mas iniciativas menos usuais com foco educacional estão marcando os esforços dos clubes. E mostrando formas mais criativas de divulgar uma mensagem pacífica.

Quem não se lembra do pelotão diferente envolvido na segurança para o clássico entre Sport Recife e Náutico? Um grupo de 30 mães de torcedores do Sport, algumas delas de indivíduos conhecidos pelo mau comportamento nos estádios, trabalhou na partida. E o resultado veio dentro e fora do campo. Jogo sem registro de violência e mídia espontânea clamando pela torcida do bem.

Faltava o impossível: unir duas torcidas rivais em um mesmo espaço. Grêmio e Internacional conseguiram!

Com intuito de selar a paz entre as duas torcidas, a direção colorada teve a ideia de fazer o GRENAL de todos. GRENAL da paz. O clube resolveu criar um setor misto no estádio Beira-Rio, onde 1000 colorados poderiam convidar 1000 gremistas para assistir o jogo lado a lado. O colorado comprava e preenchia  um cadastro com seus dados e dados do gremista, se responsabilizando pelo seu convidado. A repercussão foi tanta que em pouco tempo os 2000 lugares no setor misto já estavam com seus assentos ocupados.

E foi um sucesso. Casais de namorados, famílias inteiras, filhos que nunca viram os pais  juntos  num mesmo clássico, cada um torcendo por seu time. Lembrou o tempo da Copa do Mundo, a alegria das torcidas, o colorido misturado. Um sonho possível que assistimos durante o mundial.

Fora da Beira-rio, torcidas organizadas se enfrentaram com a rotineira violência, um ódio enraizado e repassado de geração para geração. Serão estes realmente torcedores?

Fica aí um exemplo a ser seguido pelos clubes paulistas. Esse sim, um desafio maior do que a própria violência.




 












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