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Choque de realidade
por Sílvia Vinhas em abril 4 , 2013 às 12:23 am | Comente aqui.

No feriado da Páscoa fui aos Estados Unidos para atualizar meu greencard, documento que permite a residência no país americano. Quem acompanha minha carreira sabe que morei lá por muitos anos, onde trabalhava como correspondente. E até hoje quando visito as terras americanas,vem sempre a mesma sensação : liberdade, modernidade, alta tecnologia, um banho de civilização. Já no desembarque em Miami impossível não notar a ampliação do aeroporto e reorganização dos principais setores, como por exemplo, a centralização das locadoras de automóvel, todas no mesmo espaço, conectando os passageiros diretamente nas companhias aéreas. Um luxo. Na sinalização e ajuda aos turistas, voluntários quase que doutrinados, geralmente acima dos 60 anos. Nas ruas,sinalização, limpeza e urbanismo impecáveis. Aproveitei para alugar um Mustang conversível, já que a segurança é de primeiro mundo e o custo benefício imbatível. O sentimento é sempre o mesmo. Falta muito para o Brasil chegar a esse nível de organização, onde as coisa realmente funcionam. Nos EUA há nitidamente um planejamento, uma logística coerente com prazos determinados e objetivos. Já sabíamos desde 2003, por exemplo, que o Brasil seria sede da Copa, e em 2007 fomos consolidados oficialmente. E às vésperas do grande evento ainda estamos com estádios por fazer, aeroportos inacabados, estradas sem estrutura, nada pronto, nada realizado para receber os milhares de torcedores de todas as partes do mundo e ser vistos por quase 2 bilhões de pessoas no planeta. Longe do pessimismo, é pura constatação. Somos a terra do jeitinho, eu sei, mas profissionalismo e a credibilidade não se conquistam da noite para o dia.É preciso, o quanto antes, reunir urbanistas e arquitetos  que fizeram parte da inteligência e desenvolveram Copas do mundo e Olimpiadas, lideres na área de sustentabilidade, design, artes. Uma mudança de planejamento como um todo deixará um legado  próspero na conduta social e econômica do país, monopolizando a sociedade corporativa, que estará ao lado do poder publico para oferecer maiores investimentos. A iniciativa privada quer um país melhor para as novas gerações de consumidores. E eu, muito mais que andar em um Mustang conversível, com a capota abaixada, quero respirar certezas, sentir o vento do progresso  e desembarcar em terras firmes , com orgulho de ser brasileira..



Loteria cruel
por Sílvia Vinhas em março 20 , 2013 às 11:31 pm | Comente aqui.

Tradicional maneira de definir confrontos empatados no futebol, a disputa por pênaltis pode estar com os dias contatos. Durante encontro do Comitê Executivo da Fifa em Budapeste, na Hungria, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, pediu a Franz Beckenbauer que busque alternativas para os casos de igualdade no esporte. O dirigente alemão lidera uma força tarefa destinada a recomendar mudanças de regras no futebol.  Segundo o suiço, a opção mais viável para o sistema de desempate seria a realização de uma outra partida. Blatter ainda afirmou que não existe uma previsão para que a possível alternativa entre em vigor mas a possibilidade está sendo estudada. Para ele, a decisão de alterar o modelo de desempate não será nada fácil. O presidente da Fifa afirmou que a decisão por pênaltis vai contra a essência do futebol e que a disputa passa a se tornar individual ao invés de uma partida coletiva .

Para mim, dois momentos marcantes da cruel loteria. Em 1994, final da Copa do Mundo, Brasil e Itália. Acompanhei bem de perto o inacreditável chute pro alto de Roberto Baggio que deu o título ao Brasil. Apesar de ter jogado em alto nível técnico, esse pênalti desperdiçado marcou a carreira do  jogador italiano pelo resto da vida. Outro momento emocionante foi na Copa do Mundo da África. Em pleno Soccer City, assisti Asamoah Gyan perder ,no último segundo da prorrogação, um pênalti que  levou a decisão da partida nas disputas alternadas, o que custou a eliminação dos ganenses. Com a derrota, Gana deixou escapar uma oportunidade histórica. Se tivesse vencido, seria o primeiro país da África a se classificar para uma semifinal de Copa do Mundo da FIFA.

Até que ponto os pênaltis fazem parte da essência do futebol? Total. Injusto ou não, pênalti é temido, comemorado, provocado. Pênalti salva, enterra, explode o coração. Tira o fôlego, a respiração. Castigo ou premio, é o tempero do jogo. Que venham as novas regras, mas não deixem o futebol morno, não roubem essa emoção. Jogo não para estádio, pênalti sim. A loteria é cruel mas fascinante.



Final feliz
por Sílvia Vinhas em março 13 , 2013 às 9:01 pm | Comente aqui.

Para amenizar polêmicas, o encontro entre o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Jose Maria Marin e Andrés Sanches foi mais brando do que o imaginado. O programa Encontro de Craques, do canal Bandsports, deu o tom da descontração necessária para acalmar os ânimos. Após a queda de braço entre os dois dirigentes por conta da substituição de Mano Menezes no comando da seleção nacional, eles supostamente estariam rompidos. O que se viu foi um respeito político sobrepondo vaidades e egos. Mas as opiniões contrárias falam mais alto na escolha de Felipão. Andrés reforçou que o treinador não seria o seu eleito. Marin deixou claro que não tem um plano B e que se o Brasil não for bem na Copa das Confederações, Luis Felipe Scolari continua comandante. E aí, neste mesmo instante, eis que surge na tela a nova campanha da Brahma, patrocinadora oficial da Seleção e a responsável por iniciar uma grande mobilização brasileira com o verdadeiro tom de felicidade pela Copa do Mundo aqui no Brasil. O país pintado de verde-amarelo. Na celebração do evento, os torcedores serão convocados e com essa motivação mudarão o clima de expectativa. A campanha destaca a alegria do povo brasileiro e o otimismo como plataforma. Aqueles que, a cada  trânsito, a cada problema nos aeroportos, a cada atraso nos estádios, a cada enchente, dizem…já imaginou se fosse na Copa, serão definitivamente afastados do foco da mídia. O quarto setor, que mais desconstrói ultimamente, será o principal catalisador, agregador e termômetro para a mudança de clima. Muito mais que uma estratégia de marketing, o diretor da Ambev, Marcel Marcondes deu início a uma campanha social. Chega de pessimismo. Mesmo assim, Andrés deu má notícia ao público. Se o governo brasileiro não bancar o final da construção do Itaquerão, o Corinthians vai parar a obra. O estádio da abertura da Copa corre risco de não ficar pronto? Deixa  pra lá. Como diz a frase: no final dá tudo certo. Se não deu certo ainda é porque não chegou no final. Só nos resta torcer por um final feliz. E que venham os congestionamentos de trios elétricos para comemorar, quem sabe, mais um caneco para o Brasil.



Herois desempregados
por Sílvia Vinhas em março 6 , 2013 às 10:54 pm | Comente aqui.

Depois dos atletas da natação, agora foi a vez dos ginastas e dos judocas do Flamengo sofrerem as consequências da crise do clube. Mais uma vez, os problemas financeiros causaram dispensas no departamento de esportes olímpicos. De acordo com a diretoria, os cortes foram necessários para diminuir a dívida do clube. O custo das equipes de judô e ginástica, juntas, era equivalente a dois milhões de reais por ano. O Flamengo deixa de apoiar oito atletas da ginástica, como o bicampeão mundial de solo Diego Hypolito, que colecionaram conquistas pelo clube rubro-negro. Os ginastas reclamaram que em nenhum momento foram procurados pela diretoria para encontrar uma melhor solução para o caso.  Dos esportes olímpicos, apenas o remo, por obrigação do estatuto, o pólo aquático, o nado sincronizado e o basquete terão as equipes principais mantidas. Um dos principais nomes da ginástica artística do Brasil, Jade Barbosa criticou bastante a decisão do Flamengo e disse não saber como motivar as crianças da modalidade. Emocionada fez uma pergunta simples: “se somos os melhores e estamos desempregados e sem apoio, que tipo de incentivo podemos passar para os jovens?”

É impressionante que praticamente às vésperas dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, fatos como esse aconteçam. O Comitê Olímpico reserva cotas milionárias aos esportes que ganham medalha. A ginástica sem pódio perde forças. Inadmissível.

Como sede dos próximos jogos, teremos representantes brasileiros em todas as modalidades e a oportunidade única de mostrar que finalmente o futuro que tanto buscamos chegou. Para que isso aconteça é preciso solidificar as bases, principalmente dos esportes que já possuem expoentes e exemplos. Nossos jovens não merecem ficar a deriva de dirigentes sem planejamento.Que a semente não seja a falta de incentivo e que o esporte possa ser a grande salvação para essa  geração cada vez mais digital.



Casa vazia
por Sílvia Vinhas em fevereiro 27 , 2013 às 11:46 pm | Comente aqui.

A morte do jovem boliviano Kevin Spada atingido por um sinalizador acionado por outro adolescente, torcedor corintiano que se entregou essa semana, causou punição drástica. O time do Parque São Jorge fica sem seu maior apoio daqui pra frente na competição, a torcida. Com portões fechados nos próximos jogos em casa pela Libertadores, o Corinthians serve de exemplo moldado no desfecho dramático de uma fatalidade. Infelizmente são as grandes tragédias que mudam o curso da história. Não foi diferente quando centenas de jovens morreram em Santa Maria chamando a atenção das autoridades para o descaso no cumprimento das leis. Casas noturnas foram fechadas numa redenção urgente, como se a perda fosse negociável. O vilão sinalizador continua agindo e a falta de segurança é declarada. Baseada na punição da Conmebol, a Federação Paulista de Futebol também levantou a bandeira de tolerância zero para esses abusos. Por conta desse grave incidente, o futebol brasileiro pode sofrer uma verdadeira transformação. Está na hora das pessoas tirarem uma lição dessa tragédia para que os estádios de futebol sejam uma casa de espetáculo e não uma casa de violência, disse o ex-presidente Lula, torcedor apaixonado pelo Corinthians. A reflexão que fica questiona a insanidade, o despreparo e a falta de lucidez. A catimba exagerada,intimidações, violência, desrespeito. Como ter sangue frio com agressões sejam elas verbais ou explícitas? Os times brasileiros temem retaliações nos países vizinhos, o técnico Tite já mandou recado que não vai levar desaforo pra casa, os ânimos se alteram, os  torcedores são afastados do combate. Um grito de guerra sem guerreiros. Silêncio mudo em casa vazia.



A emoção nivela
por Sílvia Vinhas em fevereiro 21 , 2013 às 12:17 am | Comente aqui.

Cultuamos nossos ídolos como se fossem diferentes de nós. E descobrimos, às vezes de maneira trágica, que são mais normais do que imaginamos. Ou anormais? Talentos são desenvolvidos para o bem ou para o mal. As manchetes pelo mundo estampam a vulnerabilidade do ser humano. Não há perfeccionismo nem profissionalismo que resista, quando o coração, a raiva, o egoísmo, a inveja, se revelam no mais profundo abismo que nossa alma pode chegar. Se a fama é efêmera, o estrago é estrondoso, desestruturando famílias, despedaçando sonhos. Poucos conseguem chegar lá e manter o equilíbrio necessário para a construção sólida de um futuro promissor. E para nós, ídolos são exemplos de luta e superação, num contraste desigual com perdas e danos. Quando um atleta como Oscar Pistorius, um verdadeiro herói sul-africano do atletismo surpreende o mundo nas páginas policiais acusado de assassinar a namorada, a sensação é de incredulidade. O “abençoado” como ele mesmo se referia às suas mais poderosas conquistas, encantou o mundo com sua determinação em ser igual sendo tão diferente. Teve as duas pernas amputadas quando criança, superou medos e desafios, brigou nos tribunais, nas pistas, nas associações para competir de igual para igual, e conseguiu. Transformou-se em ídolo absoluto dos chamados atletas especiais, mostrando que nada é impossível. Em Londres 2012 alcançou o apogeu e fez história. Triste acabar nos tribunais da vida…triste ser vencido por sentimentos pequenos…sejam eles quais foram…Em pleno Valentines Day, quando só a celebração do amor é permitida, o sangue da passionalidade, ou do desespero, deixou uma marca intransponível, sem volta. Quando uma vida inteira vira pó, da noite para o dia.



Futebol no Vaticano?
por Sílvia Vinhas em fevereiro 13 , 2013 às 9:32 pm | Comente aqui.

O Vaticano a cargo de um homem do futebol. O Papa vai resignar ao cargo em 28 de fevereiro e Tarciso Bertone é o homem que vai assumir algumas das funções executivas. Este cardeal italiano é o secretário de Estado do Vaticano e um amante do calcio. Tanto assim que até criou a Taça Clerical.
Bertone é secretário de Estado desde 2006, mas já foi comentarista esportivo numa televisão de Génova, onde foi arcebispo. Aliás, o amor pelo futebol é tanto que, o cardeal Bertone pensou em formar uma seleção clerical. Seria mais ou menos assim: o Vaticano, no futuro, montar uma equipe de futebol que jogaria na primeira divisão, ao lado de Roma, Inter, Génova e Sampdoria. A informação de que 42 jogadores que disputaram o Mundial de 1990 passaram pelos centros de treinamentos salesianos animou o secretário de Estado a estudar a possibilidade de recrutar seminaristas pra montar um super time. Ele acrescenta ainda que uma grande força para a montagem de uma equipe magnífica seria a convocação de estudantes brasileiros das universidades pontifícias. Brincadeira ou não, a paixão do interino pelo futebol é legítima. Mas o amor pelo esporte não é inédito no Vaticano. João Paulo ll foi goleiro na Polônia e tornou-se o primeiro Papa a assistir a um jogo de futebol, que colocou frente a frente a seleção italiana e um combinado de jogadores da  Serie A. A seleção do Vaticano já realizou outros encontros. Enfrentou um selecionado de Mônaco e já jogou com San Marino e com a Palestina.Esta é uma curiosidade que mostra a urgência de mudanças. As razões que levaram o Papa Bento XVI à renúncia são cercadas de mistérios e dúvidas. O pontífice fala da força da mente e do corpo e da incapacidade de administrar os próximos desafios.Fala tambem que sai pelo bem da Igreja. Quanto a seu estado de saúde, na ultima missa celebrada esta semana, caminhou sem ajuda, polemizou em suas declarações e deixou o recado: o mundo mudou, evoluiu, e não permite mais meias verdades.



Sem medo das críticas
por Sílvia Vinhas em fevereiro 6 , 2013 às 10:42 pm | Comente aqui.

Luiz Felipe Scolari sabe que a vida de um treinador não combina com resultados ruins. Ao lado de Carlos Alberto Parreira traçou estratégias audaciosas e já avisou que não tem medo de críticas. São as chamadas ‘diretrizes de trabalho até 2014″. De imediato os dois concluíram que o Brasil não pode mais se dar ao luxo de disputar um amistoso como se fosse um simples compromisso. A ordem é fazer de cada jogo uma decisão de campeonato, como se fosse a Copa do Mundo. A importância dos amistosos na formatação do grupo para a Copa das Confederações foi colocada como prioridade para os jogadores. Felipão, já prevendo um possível tropeço da Seleção com a Inglaterra, pediu paciência aos torcedores nesse início de trabalho. No futebol, o treinador tem consciência que nem sempre a história costuma ser generosa com campeões que procuram repetir uma grande façanha e sabe que essa sua segunda passagem no comando da seleção será bem mais difícil que a primeira. Em 2002, não só conseguiu resgatar a autoestima e força do grupo como trouxe o caneco. Agora o desafio é quase desumano. O Brasil é sede da Copa e a cobrança é total. Chamar veteranos como Julio Cesar, Luis Fabiano e Ronaldinho Gaúcho demonstra claramente que a base principal do treinador é a confiança no trabalho. E foi justamente a confiança que o trouxe de volta ao cargo. Mesmo com a saída turbulenta e conturbada do Palmeiras, Felipão foi escolhido. Perder no primeiro jogo mostra que mais do que  credibilidade, o trabalho duro está só começando. E a História mostra que não há lugar para estratégias espetaculares  quando o resultado é a derrota.



Luzes do Brasil
por Sílvia Vinhas em janeiro 30 , 2013 às 9:21 pm | Comente aqui.

Nesta semana o Brasil ficou mais triste com a perda precoce de jovens no incêndio de Santa Maria. O final trágico de amigos, irmãos, colegas de turma, comoveu o mundo como se esses jovens fossem parentes próximos, crianças grandes, nossos filhos queridos que saem e nos mantêm acordados até a volta. Geração digital e antenada com as mudanças do mundo nem que seja com um “curtir”. E a curtição virou pesadelo. O relato quase macabro de que luzes de celulares iluminavam de angustia a noite de horror em Santa Maria, fez o Brasil chorar e refletir. Um incidente que mostra o quanto as consequências podem ser graves com a irresponsabilidade de alguns. Fato que acende a luz de alerta máximo para os próximos eventos no país. Chega de amadorismo. Tolerância zero para a falta de segurança e fiscalização. Somos a bola da vez, o país foco dos próximos maiores eventos do planeta. Como vender credibilidade quando  nossos jovens morrem asfixiados numa boate por puro desleixo? Que imagem o país da Copa das Confederações, da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos passou com esse verdadeiro holocausto? O Governo peca pela impunidade quando o assunto é segurança e fiscalização. Temos leis que simplesmente não são cumpridas. Normas não são seguidas.Vale lembrar que turistas do mundo inteiro lotarão nossos estádios. Muito mais que receber bem a grande massa, a emoção dos torcedores precisa ser blindada. A certeza de que seremos os donos não só do espetáculo, num show de bola, de futebol, de organização, de infra-estrutura, mas principalmente, que nossos jovens estejam protegidos, no exemplo do voluntariado, da solidariedade, iluminados desta vez,com as cores verde amarelo do patriotismo e do orgulho de ser brasileiro.



Por um Futebol Melhor
por Sílvia Vinhas em janeiro 22 , 2013 às 9:27 pm | Comente aqui.

A partir de agora o conforto do rascunho, do arquivo, da idéia, do sonho, do projeto, passam a tomar forma na construção definitiva da realidade no futebol brasileiro. Em 2013 já teremos a Copa das Confederações e 2014 está logo aí com a Copa do Mundo. A velocidade nos trabalhos das obras e metas estruturais bate de frente com a credibilidade, num equilíbrio de exigências que não esperam. Nosso país corre contra o tempo não só no cumprimento de prazos, mas principalmente na mobilização da população. Sim, os brasileiros têm a cultura do futebol na formação de craques, no clássico do final de semana, mas não como um benefício. Em 2010, com o Soccer City, estádio da final na Copa da África do Sul como palco e inspiração, o diretor da AMBEV, Marcel Marcondes visualizou a possibilidade de implantar no Brasil, um modelo de gestão de muito sucesso na Europa. E agora uma realidade, o projeto www.porumfutebolmelhor.com.br está pronto. O sócio torcedor, além de ser sócio do time do coração, ainda ganha vantagens e contribui com o crescimento do clube. Por enquanto, os torcedores terão desconto em aproximadamente 300 produtos, como alimentos, bebidas, itens de higiene pessoal, limpeza e material esportivo. Os locais terão um selo identificando que participam da promoção. Inicialmente, aderiram ao projeto os clubes Vitória, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Ponte Preta, Portuguesa, Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Atlético-MG, Cruzeiro, América-MG e Bahia. A principal meta do programa é tornar o Campeonato Brasileiro a maior competição do mundo até 2015, com receitas elevadas. Atualmente, apenas 0,2% do PIB brasileiro é captado em recursos para os clubes. Na Espanha, por exemplo, este número chega a 2%. A idéia é ter o mesmo número espanhol. Uma mudança simples que pode ser decisiva na permanência dos nossos craques por aqui.  Legado pós Copa do Mundo que veio pra ficar.




 






Teste final
Valente
Desafio e glória
Irônica janela
Fim de uma era
O talento no pódio
Maracanã
CAXIROLA
Maratona do terror
“Não vou seguir”






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