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Donos da história
por Sílvia Vinhas em maio 21 , 2014 às 10:33 pm | Comente aqui.

Em 2010, a ansiedade dominava meus sentidos às vésperas do Mundial da Africa do Sul. As últimas notícias vindas de lá abalavam qualquer estrutura que se tratasse do universo feminino. Uma jornalista estava desaparecida, talvez vítima de estupros de uma tribo que , diziam, vagava pelo centro de Joanesburgo.

Nervosa com a informação, embarquei para mais uma cobertura de Copa do Mundo literalmente apavorada. Encontrei um país ainda despreparado e inacabado para receber um evento de grande porte. Era nítida a falta de infraestrutura. Voltei de lá encantada com o misticismo, a energia pulsante, a beleza das paisagens, a hospitalidade e carinho das pessoas. O medo deu lugar a uma grande admiração e orgulho por ter vivido essa experiência.

Numa projeção para a realidade que vivemos,  fico imaginando as jornalistas estrangeiras que preparam as malas para embarcar nessa grande viagem que será a Copa no Brasil. Protestos, estádios e aeroportos inacabados, insegurança nas ruas, nos hotéis…como conter a ansiedade?

Para aumentar ainda mais a angústia, não só das mulheres, mas também dos homens que aqui chegam seja para visitar, trabalhar, ou apenas curtir os jogos da Copa, imagens dos recentes protestos nas ruas, as greves, a violência, o descontrole, divulgam o medo e aflição. Não era para ter orgulho? Quando você convida alguém para ir a sua casa, se prepara, não? E que vergonha e constrangimento sentimos quando algo dá errado, não é?

O brasileiro não consegue conter a própria ansiedade. Tantos planos para a Copa, tanto orgulho do nosso futebol, tanta vontade de mostrar ao mundo que somos guerreiros, capazes, que estamos crescendo, nos tornando melhores…que nos perdemos. E pior, nos defendemos atacando.

No fundo temos vergonha de tanta baderna, e fingimos não ver o que incomoda. O grito vem de todos os lados, reais ou ensaiados, focados ou oportunistas, fiéis ou traidores, imaturos ou confiantes…Chegamos a um tal estado de insanidade que tem gente torcendo para o Brasil perder, pois quem sabe assim algo mude.

E onde está a maior mudança senão em nós mesmos? Em nave desgovernada qualquer caminho é um rumo. Está na hora de sermos donos da nossa história.



O que ganha jogo? Experiência ou juventude?
por Sílvia Vinhas em maio 14 , 2014 às 9:30 pm | Comente aqui.

A aposta no jovem está em todos os setores. O jovem chega com o frescor das ideias e dos músculos, cabeça ágil e reflexos precisos. O jovem abre espaço sem noção do perigo, sem medos ou recuos, com a impulsividade e impetuosidade como características latentes da pouca idade. A beleza da renovação nos dá esperança, muda conceitos e pensamentos. Afinal, aprendemos com os jovens todos os dias.

A renovação é sempre positiva, em qualquer área, em qualquer esporte. Assistimos no vôlei, no basquete, no tênis, no automobilismo essa mudança que acompanha a realidade. E os resultados são surpreendentes. Quando pensamos que já vimos tudo, quando um grande atleta já quebrou todos os recordes, quando acreditamos que todos os limites já foram atingidos, um novo recorde é batido, um novo craque brilha, conquistando o que nunca foi imaginado. Será que essa nova geração foi gerada nas galáxias? As crianças já nascem digitando e acompanham uma tecnologia acelerada. E no esporte não é diferente.

O segredo da vitória, em minha opinião, está justamente na mescla da juventude com a experiência. Os jovens precisam de espelhos, de ídolos, de um capitão, de comando, um norte a ser seguido, uma história, um incentivo, um elogio. Para o desenvolvimento de um grupo, esse equilíbrio da balança é fundamental no resultado.

Acompanhei atentamente as escalações das equipes para a Copa do Mundo. A seleção que mais apostou na experiência foi a Espanha. Já a Alemanha, uma das favoritas ao título, mesclou bem. O Brasil tem 70% de jogadores que nunca participaram de uma Copa e apenas 6 veteranos. Vários medalhões, que ainda estão na ativa e jogando bem, ficaram de fora, não só no Brasil. Algumas estrelas aproveitaram para comunicar a aposentadoria, outros simplesmente aceitaram que a hora de sair de cena sempre chega. Muitos foram até elogiados e homenageados, mas perderam para a lei maior da vida…a renovação.

Afinal, o que realmente ganha jogo? Experiência ou juventude?

Na hora do pênalti decisivo, no tie brake, no touchdown, na cesta, na reta final, o que conta mais?

Infelizmente essa resposta, nem os experientes…nem os jovens podem dar.



Que venha a Copa
por Sílvia Vinhas em maio 7 , 2014 às 9:27 pm | Comente aqui.

Com a convocação oficial de Felipão o Brasil finalmente dá o pontapé inicial para a Copa do Mundo. E que Copa será essa? A Copa das Copas como prega Dilma? Ou a Copa das surpresas?

A Copa é aqui, no Brasil, e o que se vê são torcedores meio que anestesiados, sem a menor emoção com a equipe que irá representar a nossa seleção. Um país descrente, que cada vez mais acorda para a realidade. Assistimos com tristeza e vergonha um evento que será entregue inacabado, com infraestrutura quase zero em algumas cidades sede. Até luz pode faltar. Queremos ser otimistas sim, mas as manchetes dos jornais não deixam. A população descobriu: a Copa dos bilhões não é nossa.

Afinal, o que está acontecendo com o país do futebol?

Pela primeira vez não há clamor popular. As principais estrelas jogam fora, respiram ares internacionais e acompanhamos seus desempenhos pela TV. Isso não invalida a Copa de Neymar. Lembram quando o Brasil pediu Ganso e Neymar em 2010? A ausência desses craques pode ter custado o título que Dunga não trouxe. Agora não. Felipão chamou quem tinha que chamar, em quem confia, sem contestação popular.

As turbinas começam a esquentar. Não tem mais volta. Falta pouco para sabermos o final dessa história que começa a ser escrita dia 12 de junho. Mais de 200 milhões de técnicos espalhados pelo Brasil poderão torcer, criticar, gritar, sorrir ou chorar.

Nosso amor pelo futebol continua o mesmo. Apenas aprendemos que fora das quatro linhas nosso país tem muito que evoluir. Ainda discutimos saneamento básico, ainda somos motivos de risos e deboches. Levamos puxões de orelha na organização, e passamos mico mundial. Um evento aqui seria a grande chance de irmos além da mediocridade e do eterno país do futuro. Pena.

Mas ainda temos o Futebol, não é mesmo?



Punição máxima
por Sílvia Vinhas em abril 30 , 2014 às 8:34 pm | Comente aqui.

A luta contra o racismo e preconceito racial , infelizmente, ainda faz parte do DNA da humanidade. Não vamos ser hipócritas. O racismo está impregnado na maior parte da população. Defendemos bandeiras, levantamos questionamentos, fazemos perguntas sem respostas, na linha imaginária e ao mesmo tempo visível do preconceito. Brancos se cercam de brancos, negros se blindam em guetos e em muitos lugares desse planeta, ainda se dividem, disputam espaços e semeiam guerras. Muitas vezes lutam entre si e  matam seus semelhantes numa cruel banalização da vida.

Em lugares supostamente evoluídos, como deveriam ser os Estados Unidos, o negro virou herói nacional. Como não se render ao talento incomparável nos esportes?  Você consegue imaginar o basquete sem eles?

O imbatível time dos sonhos do basquete americano é e sempre será o maior do mundo, os homens a serem batidos. Michael Jordan e Magic Johnson, que capitanearam uma geração inteira, são referências mundiais e já atingiram a divindade dos Deuses no Olimpo.

E de repente vem um senhor, um tal de Sterling, dono do Los Angeles Clippers e se acha no direito de barrar Magic Johnson? Ou pior, barrar a entrada de um negro em algum lugar na América?

A punição veio máxima. Multa de dois milhões de dólares  revertidos para uma instituição que luta contra o preconceito racial e expulsão do basquete pelo resto da vida. Os jogadores do time dele,  entraram com a camisa do avesso, e os torcedores revoltados pediram a cabeça do empresário.

Na Europa é pior.  Os europeus se rendem a jovens negros do futebol,garimpados a peso de ouro, mas não ao preconceito que ainda pulsa, vivo. Quantos jogadores sofrem xingamentos e agressões mesmo sendo ricos e aclamados?

Daniel Alves comeu a banana com tranquilidade, atitude que demonstra um amadurecimento conquistado após 11 anos  vivendo na Espanha. Foi protagonista de uma ação que não era dele,mas que por causa dele tornou-se campanha nacional.

Já se passaram cem anos desde que o atleta negro Jesse Owens desafiou Adolf Hitler. E a luta contra o preconceito racial continua.



Legado
por Sílvia Vinhas em abril 23 , 2014 às 9:24 pm | Comente aqui.

A história se faz como uma colcha de retalhos no emaranhado de acontecimentos e ideias.
O talento esbarra no perpétuo e só precisa de uma chance para florescer e renascer.
O talento de alguém faz história quando semeia esperança para os que o cercam. Como um menestrel que transmite poesia e música. Talentoso é aquele que consegue reverberar seu talento quebrando paradigmas e revirando barreiras.
Quantas aptidões nem mesmo temos noção de possuir?

Menestrel do talento é aquele visionário que com sutileza e generosidade mostra o que você nunca viu. Faz enxergar através do espelho uma nova imagem, como um carbono ou um rascunho que você não escreveu. Talentoso é aquele que te faz pulsar, que te acorda pra vida, que te mostra o caminho, como um dom do Criador. Afinal, de que vale um talento adormecido?

Quando alguém entra em nossas vidas e muda o conhecido para o desconhecido, o esperado para o inesperado, o comum pelo incomum, o certo pelo incerto e a vida responde como acerto, nosso talento floresce como um jardim. Felizes aqueles que têm o privilégio desse toque de luz. Luz que traz movimento e intensidade nas emoções. Descobrir o caminho e o talento é para poucos, mas às vezes alguém nos desperta e nos liberta…como mágica.

Encontrei milhares e milhares de discípulos tocados pela energia alucinante e visionária de Luciano do Valle. Alguns, ele levou com ele nos sonhos de esporte que se realizaram. Outros, mostrou o caminho com um simples aperto de mão. Acompanhei o relato emocionado de grandes talentos, famosos e anônimos, que de alguma forma mudaram de vida com uma palavra ou um sorriso de Luciano. Ele, que não poderia sequer imaginar ser reverenciado da maneira que vem sendo, homenageado por um país inteiro, o Brasil que tanto amava.

E eu, me sinto tocada e escolhida, na profissão que aprendi, nos sonhos que vivi e assisti, como plateia privilegiada do mago do esporte. Que sorte a minha ter vivido nessa época, fértil de tantas sementes lançadas. Espero viver para colher os frutos, e assistir com orgulho o país olímpico que ele um dia ousou sonhar. Basta que se permita, que se dê condições e oportunidades para que esse Brasil carente cresça forjando uma nova geração.

Deixar um legado é abrir caminho, mostrar uma nova forma, um novo jeito de olhar o futuro.
E isso Luciano do Valle fez como ninguém.



Itaquerão ou Estádio do Corinthians?
por Sílvia Vinhas em abril 16 , 2014 às 9:16 pm | Comente aqui.

O presidente do Corinthians, Mario Gobbi, recebeu da construtora responsável pela construção do estádio em Itaquera a placa de conclusão das obras do estádio que sediará a abertura da Copa do Mundo 2014.
Ainda que falte muito trabalho no local, oficialmente a obra está finalizada. Porém, de acordo com a construtora Odebrecht, a instalação de cadeiras e da estrutura provisória que será montada para o mundial não são de sua responsabilidade, por esse motivo o estádio está sendo entregue. Para André Sanchez, ex-presidente do clube e responsável pela obra, não há motivo para se preocupar. Segundo ele, todos esses itens que restam ficarão prontos em menos de um mês.Durante a cerimônia de entrega, o ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez apresentou um cronograma de eventos no estádio antes do clube passar a arena para a Fifa. No dia 26 de abril, crianças visitarão o estádio. No dia 1º de maio, haverá um jogo entre operários e funcionários que trabalharam nas obras. O primeiro jogo oficial está marcado para 17 de maio, entre Corinthians e Figueirense, pelo Campeonato Brasileiro. Os eventos, no entanto, ainda não estão confirmados. O Corinthians aguarda um novo laudo do Corpo de Bombeiros constatando que o estádio é seguro para poder começar a utilizar a arena.

Os Corintianos de plantão, literalmente, estão mais indignados com tudo isso do que felizes. Há uma desconfiança total no resultado final. Além do estádio inacabado, o entorno está bem cru. Pavimentação e aumento das ruas e avenidas, melhorias no transporte público local ainda são motivos de espera e preocupação,  com o agravante da região ser rodeada por  favelas ,proporcionando um aumento da criminalidade e prostituição.

O Estádio do Corinthians está sendo esperado desde 1988 é o que relembrou a vice-prefeita da capital paulista Nádia Campeão.

“Em 1988, o metrô chegou aqui, e a estação se chamava Corinthians-Itaquera. Itaquera já estava aqui, mas o Corinthians era um sonho. Havia o terreno ao lado, mas ter o Corinthians era apenas um sonho. Anos atrás, isso aqui era um bolo de terra, uma passarela que acabava em lugar nenhuma. Em 2014, após três anos, isso recebe uma transformação incrível”

E que transformação! O estádio é uma realidade e está lindo! Suntuoso! Um luxo em todos os detalhes. Vamos acreditar que até a estreia de Brasil e Croácia, a nuvem negra dê lugar ao brilho da festa, as dúvidas se transformem em certezas, e que os brasileiros tenham orgulho e reconhecimento.

Estádio do Corinthians ou Itaquerão…não importa o título e sim a história que esse sonho vai contar.



Equilibrio emocional
por Sílvia Vinhas em abril 9 , 2014 às 9:39 pm | Comente aqui.

O controle das emoções é a principal característica do sucesso. No amor, na vida, no trabalho, o equilíbrio emocional faz a diferença. Em um mundo nivelado a todos com o poder da tecnologia e a globalização, o conhecimento e a informação cada vez mais ao alcance do planeta, tem na emoção, o verdadeiro diferencial. Sempre acreditei que a experiência seria a chave do equilíbrio, mas o amadurecimento da alma não blinda as emoções. Não controlamos o medo, a ansiedade, o ciúme, a paixão. No mundo do esporte, o atleta brasileiro sempre me pareceu emocional demais, saudoso demais, vulnerável demais. Nosso sangue latino corre nas veias na temperatura certa da explosão. Comemoramos e choramos no mesmo tom, brigamos e agradamos na mesma linha de conduta. O brasileiro tem no samba e no futebol a magia da alegria. E o máximo do futebol está próximo, mais uma Copa do Mundo. E ela é aqui, no Brasil. Temos a pressão de ganhar, sempre, mas a cobrança é maior. Entrevistei essa semana a psicóloga Suzy Fleury, especialista em fortalecer o equilíbrio emocional de vários jogadores. Suzy diz que “mesmo que seja uma final, o atleta precisa entrar em campo como se estivesse jogando no quintal de casa. Ficar à vontade é um fator muito favorável. Ele mostra que o jogador está confiante”. E completa; “num grupo como o da seleção, é preciso trabalhar três fatores: capacidade de enfrentar desafios, atitude mental positiva e a busca das metas da equipe. É preciso entender que a história e o currículo ficam para trás quando se entra em campo. Lá dentro estão apenas os onze jogadores que vão lutar por seu objetivo”. No campo e na vida o jogador tem que ir além da concentração e lidar com todas as situações. A preparação física, as condições de trabalho, tudo conta. Mas numa decisão só existe um momento. E se doutrinar a emoção é um exercício, quem consegue é um vencedor. Em esportes de alto rendimento, perder um pênalti ou uma classificação, uma medalha, um título, pode frustrar um país inteiro. Na vida, o fracasso tem um efeito devastador. Ou propulsor! O erro é terapêutico e ensina. Mas tem horas, meu amigo, que você não pode errar. São aqueles momentos que mudarão o resto de sua vida, e que por mais que você se arrependa e tente consertar, não voltam mais.



Fábrica de talentos
por Sílvia Vinhas em abril 2 , 2014 às 9:51 pm | Comente aqui.

Melhor campanha e melhor ataque do Campeonato Paulista, o Santos coloca no currículo mais uma final. Quem sabe mais um título?E joga com a alegria de mais uma geração formada em casa. Os Meninos da Vila viraram sinônimo de talento e habilidade. Robinho, Diego, Ganso e Neymar. Sem falar de Pelé, que começou no clube aos 17 anos.

E uma nova safra faz do Santos, merecidamente, o melhor time do Campeonato. O que pouca gente sabe é que , no Santos, investir na base não é uma escolha, é lei. O estatuto do clube determina que 10% da receita tem que ser usado no futebol de base. São 92 escolinhas franqueadas, 64 só em São Paulo. No Brasil, são 34 espalhadas por todo o país e outras quatro pelo mundo. Paraguai, Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão. Além das franquias, o clube tem 8 olheiros distribuídos em diferentes regiões brasileiras.

Um detalhe importante é o sincronismo de ideias e objetivos. O Santos tem 7 categorias de base. Do Sub 11 ao Sub 20. Até um ano e meio atrás, cada equipe jogava a sua própria maneira e hoje existe uma orientação para que todos tenham a mesma tática e o mesmo estilo de jogo usado pelo time profissional. Brilhante, não?

Outro diferencial é o Futsal. Neymar, Robinho e Gabriel passaram por lá. E desenvolveram habilidades que o Santos mais gosta:são rápidos, ofensivos e habilidosos.  Mesmo quando o jogador é escolhido para jogar no profissional, continua a praticar no Futsal a arma infalível e marca registrada do time da Vila: rapidez e agilidade. Alguém consegue esquecer os dribles desconcertantes de Robinho? E a agilidade de Neymar?

E a cereja do bolo vem da experiência. Uma pitada de sensibilidade na escolha dos novos talentos. Ouvir ex jogadores, sábia decisão que os orientais seguem numa tradição milenar. Foi o mestre Zito, ex volante, que descobriu Robinho, Neymar e agora Gabriel.

Os meninos da Vila são jovens e irreverentes, sem medo de errar. Pequenos diamantes lapidados a espera do sucesso.



Qual o segredo de Pep Guardiola?
por Sílvia Vinhas em março 26 , 2014 às 9:43 pm | Comente aqui.

O Bayern de Munique manteve seu título de campeão alemão batendo recorde e exibindo estatísticas impressionantes. A campanha do novo treinador, Pep Guardiola, é quase perfeita: 25 vitórias em 27 partidas disputadas até agora. Aliás, Guardiola se transformou no técnico mais regular e vencedor dos últimos tempos. Desde que assumiu o Bayern, foram 43 partidas, 27 vitórias, 4 empates e apenas duas derrotas.

O talento de Guardiola se consolidou graças ao fato de ele ter tido bons treinadores quando jogava, como Johan Cruyf e Louis Van Gaal. Entretanto, além de jogador, Pep descobriu seu talento para liderar, ou melhor, para desenvolver talentos. A revista HSM Management de março/abril traz uma matéria com o treinador intitulada “o líder que você queria ser”, provando que existe relação entre futebol, a paixão nacional, e a liderança.

Quando assumiu o Barcelona em 2008, deu o seguinte discurso: “Perdoo que joguem mal, mas não que não se esforcem”.  Ele soube transformar o talento individual em coletivo, colocar as estrelas a favor do grupo. Além disso, soube desfazer-se de personalidades egocêntricas, como o português Deco, o brasileiro Ronaldinho, e o camaronês Samuel Eto’o, considerados “tóxicos”, geradores de ambientes negativos. Guardiola acreditava que esses jogadores tinham pouco compromisso com o clube, jogavam para si mesmo, e por esse motivo, foram despedidos.

A liderança vem acompanhada de uma série de habilidades que as pessoas precisam desenvolver para estarem à frente em suas organizações. Incentivar o trabalho em equipe, praticar a generosidade, ter serenidade na hora de punir, inteligência emocional para lidar com as situações do cotidiano e por fim humildade, – mãe de todas as virtudes – podem ser interpretadas como as principais características.

Para que possamos estabelecer uma relação de longo prazo, seja com um grupo de jogadores ou colaboradores de uma organização, é necessário respeito e firmeza com os próprios princípios e os da instituição.

Por fim, qual é a lição que fica de tudo isso? Seja no futebol ou dentro da sua empresa, as pessoas precisam ter atitude e compromisso, pois são essas as características mais valiosas. Muito mais do que habilidade. Lembrem-se, conhecimento e habilidade podem ser aprendidos, mas o compromisso e atitude fazem parte da essência de cada um.



Etica ou estratégia?
por Sílvia Vinhas em março 19 , 2014 às 9:34 pm | Comente aqui.

Até que ponto existe a entrega do jogo? Estratégia ou atitude antiética?

Entregar o jogo pra mim tem um nome: desmotivação. Não acredito em estratégia. Até porque, como avaliar uma equipe vencedora que usa a derrota como objetivo? Como motivar um time de profissionais moldados muitos deles em desafios no campo e na vida, a entrar no jogo buscando a derrota?

É difícil para uma leiga como eu entender. Não sou técnica,mas acredito no poder do grupo, da determinação e força de vontade. No esporte e na vida,acredito que muitas vezes temos que recuar sim, dar aquele famoso passo para trás para dar dez pra frente, e esperar a melhor hora de reagir. Acredito na perseverança e na luta diária de sacrifícios. Acredito que nada, absolutamente nada vem de graça a não ser o fruto do trabalho.

E, infelizmente quando vem fácil, não valorizamos. Não por inexperiência, mas pela qualidade que depositamos naquilo que não nos chega pelo esforço. Entregar o jogo é desvalorizar a própria capacidade e o poder de ultrapassar limites. É desvalorizar o adversário que está ali para ser vencido, ultrapassado e superado no crescimento da conquista.

De que vale vencer em cima da miséria, da desgraça, do sofrimento do outro? De que vale vencer uma batalha onde todos são perdedores? Perder e saber perder, e principalmente assumir o erro, é talento dos corajosos. Quem vence enganando, trapaceando, ludibriando, perde a visão maior da vida que é ganhar como um vencedor.

Não há torcida nem campeonato que mereça um resultado chulo, sem brilho e sem legitimidade. Resultado contestado coloca em dúvida a seriedade dos jogadores e a credibilidade da competição. Seja de que lado for, acredito em trabalho e onde não há trabalho a derrota sempre assombra.

E transferir a responsabilidade da derrota então, nem os Deuses mais poderosos perdoam.




 












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