
Semana passada, fim da tarde, deixei um condomínio da avenida Juscelino Kubitschek com pressa para voltar para a casa. O ponto de táxi vazio me fez caminhar até a esquina mais próxima para pegar o primeiro que passasse. Estiquei o braço para um que apareceu no horizonte e para outro mais distante, os dois foram embora. Deviam estar a caminho de uma chamada. Lembrei-me dos filmes americanos, nos quais o mocinho de chapéu e capa deixa o escritório e antes do primeiro passo na calçada, estica o braço e um Yellow Cab aparece para levá-lo a qualquer canto de Manhatan. Mas eu não estava em Nova York e a cena foi substituída pela minha irritação assim que percebi o excesso de carros nas ruas e a ausência de táxis.
Na hora do rush a impressão é que os 32.219 táxis desaparecem da cidade de São Paulo. Chego a reclamar que são poucos, mas os motoristas com os quais converso me convencem de que o problema é o congestionamento que os deixa emperrados e impede número maior de corridas. Esta dificuldade provocou a criatividade de jovens que desenvolveram o aplicativo Moove Taxi que põe no celular e tablet do paulistano informações sobre os pontos de táxi mais próximos de onde estiver. A versão beta foi apresentada em agosto e em dois meses mais de 1.500 pessoas já se interessaram pelo serviço que é gratuito.
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