Tenho conversado (e aprendido) muita coisa interessante sobre inovação e ultimamente me dedicado a observar especificamente o “modus operandi” das empresas inovadoras. Fazendo algumas comparações entre o observado na prática e a literatura, constato que alguns fatores são realmente decisivos para a instauração de um ambiente pró-inovação em uma empresa ou projeto.
O primeiro item da lista, sobre o qual vamos conversar nesse post, é o líder da inovação. Uma pessoa geralmente inconformada com a realidade, curiosa por natureza, às vezes temperamental e disposta a perguntar e descobrir. E a correr riscos.
Esse líder não é somente criativo. Ele sabe um segredo: a inovação não é um insight, um evento ou uma manifestação isolada. A inovação é um processo. Um processo movido a perguntas e respostas. Qualquer pergunta? Não, perguntas que sejam relevantes para o momento do projeto ou do negócio. Esse é um desafio para o líder. O que perguntar para sua equipe e para sua rede?
Por se tratar de um jogo de perguntas e respostas, o líder inovador vibra com as tentativas de descoberta e considera o erro inteligente uma virtude de sua equipe. O erro inteligente significa o resultado de uma boa tentativa de fazer algo diferente, com risco calculado no que foi possível, e que por alguma razão não prevista deu errado.
É um erro, mas é inteligente porque é fonte de aprendizado. E aprender é matéria prima embrionária do conhecimento e da inovação.
Ambientes inovadores convivem positivamente com o erro inteligente, o que contribui para fortalecer a confiança e o propósito de seus componentes. Assim, me parece que o contexto do fracasso fica relativizado sob o enfoque da inovação.
Será que é isso mesmo? O que você acha?
(via www.resultson.com.br)